Política

O que pensa o PT sobre uma pesquisa entre Haddad e França para escolher um candidato ao governo de SP

Petistas e socialistas devem se reunir a partir da semana que vem a fim de buscar uma saída para o impasse, que respinga em Alckmin

Fernando Haddad e Márcio França. Fotos: Ricardo Stuckert e Divulgação
Fernando Haddad e Márcio França. Fotos: Ricardo Stuckert e Divulgação
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O presidente do PT no estado de São Paulo, o ex-ministro do Trabalho Luiz Marinho, minimizou nesta segunda-feira 2 os pedidos de Márcio França (PSB) por uma nova pesquisa para definir um candidato único do campo progressista para o governo paulista. Os petistas não abrem mão de lançar Fernando Haddad à disputa.

A CartaCapital, Marinho afirmou que se reunirá com França após o lançamento das pré-candidaturas de Lula (PT) à Presidência e Geraldo Alckmin (PSB) à vice, marcado para o próximo sábado 7, na capital paulista. O ex-ministro, porém, não vê a necessidade de um novo levantamento de intenção de voto.

“Já tem um monte de pesquisa à disposição para ser analisada, não precisa gastar dinheiro com mais uma. Em todas elas o Haddad pontua de forma consolidada no primeiro e no segundo turnos. Não entendo essa coisa de pesquisas que o Márcio França tanto fala”, avaliou Marinho. “Todas as leituras de analistas colocam o Haddad como franco favorito no processo, só aguardando quem vai enfrentar no segundo turno.”

Embora Haddad e França apareçam constantemente nas duas primeiras colocações das pesquisas, Marinho não acredita na possibilidade de ambos chegarem ao segundo turno – “seria um milagre”, segundo ele. Por isso, diz achar necessário “um esforço para unificar no primeiro turno, a partir da ideia de que juntos somos mais fortes – e isso fortalece a disputa pelo Senado”.

Caso PT e PSB mantenham a decisão de lançar candidaturas próprias ao governo de São Paulo, nascerá outro problema: a situação de Alckmin. Questionado sobre a expectativa de contar com o ex-tucano no palanque de Haddad, Marinho disse crer que Alckmin “torce para que a gente se some, para ficar mais fácil a sua tarefa no estado”.

“Se, em todo caso, o PSB decidir que precisa ter candidatura a governador, vamos sentir muito e respeitar. Não há qualquer possibilidade de o PT não ter candidatura a governador.”

França reforça pedido

Márcio França voltou a defender nesta segunda a realização de uma pesquisa de intenção de voto com Fernando Haddad para definir um postulante único de seu partido e do PT ao Palácio dos Bandeirantes.

A sugestão de França é a preparação de uma pesquisa que considere o “votar” e o “poderia votar”, ou seja, um instrumento para medir o potencial de votos de cada candidato. Isso, segundo o pessebista, poderia indicar ainda a força dele e de Haddad em um eventual segundo turno.

“O presidente Lula topou [a pesquisa], a Gleisi [Hoffmann, presidenta do PT] topou, mas parece que o Diretório de São Paulo do PT não está querendo analisar”, disse França, durante sabatina promovida pelo UOL e pela Folha de S.Paulo.

De acordo com França, existe a possibilidade de ele retirar sua candidatura ao governo, “desde que eles [o PT] topem a pesquisa – se eles não toparem, teremos duas candidaturas”.

Para o ex-governador de São Paulo, o acordo entre PT e PSB envolveria ainda a disputa por uma vaga no Senado. O “perdedor” da pesquisa para o Executivo paulista poderia ser apontado como o candidato das siglas à Casa Alta.

Um levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta segunda mostra que Haddad lidera todos os cenários da corrida para o governo paulista. No principal desenho, o petista alcança 29,7% das intenções de voto. Na sequência, aparecem França, com 18,6%, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com 15,2%, e Rodrigo Garcia (PSDB), com 5,6%.

Leonardo Miazzo

Leonardo Miazzo
Editor do site de CartaCapital. Twitter: @leomiazzo

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