Política
O que indicam as pesquisas sobre o desempenho de Crivella, liberado por Mendonça para disputar o Senado
Neste ano, cada estado elegerá dois representantes à Casa Alta
Com uma liminar assinada pelo ministro do Tribunal Superior Eleitoral André Mendonça, o deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) tem caminho livre para disputar uma vaga no Senado em outubro.
Um levantamento publicado pelo Paraná Pesquisas em 4 de junho mostra o ex-prefeito do Rio de Janeiro em segundo lugar nas intenções de voto, com 26%. A líder era a deputada federal Benedita da Silva (PT), com 34,2%.
Neste ano, cada estado elegerá dois representantes ao Senado.
O Paraná Pesquisas deve divulgar nesta quinta-feira 2 uma nova sondagem sobre a disputa pela Casa Alta no Rio de Janeiro.
A decisão do TSE
André Mendonça suspendeu, em decisão liminar assinada na terça-feira 30, a inelegibilidade de Crivella.
Em outubro de 2024, o Tribunal Regional Eleitoral fluminense havia tornado Crivella inelegível até 2028 no âmbito da investigação sobre o “QG da Propina” supostamente montado na sede da prefeitura da capital.
Segundo Mendonça, o TSE já considerou relevante a proximidade das convenções partidárias ao analisar o risco de dano em medidas cautelares voltadas à suspensão de inelegibilidade. Interromper os efeitos do acórdão do TRE-RJ, acrescentou, “preserva a utilidade do recurso especial e evita dano de difícil
reparação, sem produzir irreversibilidade jurídica”.
“A medida é provisória, limitada à superveniência de nova deliberação desta Corte Superior, e não impede o exame exauriente das teses recursais, nem antecipa o resultado do julgamento de mérito”, concluiu.
O ex-prefeito era acusado de chefiar uma organização criminosa que negociava com empresários os contratos públicos da gestão municipal. O operador das transações, de acordo com o Ministério Público, seria Rafael Alves, homem de confiança de Crivella.
As investigações do MP apontaram que o “QG da Propina” foi instalado com o objetivo de aliciar empresários para os mais variados esquemas, com foco na arrecadação de propina mediante promessas de “tratamento preferencial” em contratos com o poder público.
Crivella chegou a ser preso nove dias antes de encerrar seu mandato na prefeitura, mas passou apenas uma noite no presídio de Benfica até obter uma liminar do Superior Tribunal de Justiça para cumprir prisão domiciliar. Dias depois, o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes revogou a prisão.
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