Política

O público dos atos bolsonaristas na Paulista e em Copacabana, segundo a USP

As manifestações deste domingo, de acordo com o monitoramento, foram menores que as de 7 de setembro, quando houve a última grande convocação dos líderes de extrema-direita

O público dos atos bolsonaristas na Paulista e em Copacabana, segundo a USP
O público dos atos bolsonaristas na Paulista e em Copacabana, segundo a USP
Bolsonaristas protestam na Avenida Paulista em 1º de março de 2026. Foto: NELSON ALMEIDA / AFP
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Os atos bolsonaristas de domingo 1º na Avenida Paulista (em São Paulo) e na praia de Copacabana (no Rio) reuniram menos pessoas que as últimas manifestações convocadas pelos líderes de extrema-direita, realizadas em 7 de setembro do ano passado. É o que mostra o Monitor do Debate Político, formado por pesquisadores da Universidade de São Paulo.

Em São Paulo, a ferramenta contabilizou 20,4 mil pessoas no pico de concentração dos autoproclamados ‘patriotas’. Com a margem de erro de 12%, o público ficou entre 18 mil e 22,9 mil pessoas. No ato de 7 de setembro, a mesma ferramenta identificou 42,2 mil pessoas na Paulista – ou seja, mais que o dobro (37,1 mil a 47,3 mil, considerando a margem de erro).

No Rio de Janeiro, a diferença foi ainda maior. O ato deste domingo em Copacabana teve estimativa de público de 4,7 mil pessoas (ou seja, entre 4,1 mil e 5,3 mil, levando em conta a margem de erro). Em setembro, o Monitor do Debate Político contabilizou 42,7 mil pessoas no mesmo local – quase dez vezes mais. Pela margem de erro, entre 37,6 mil e 47,8 mil bolsonaristas foram à icônica praia carioca naquela ocasião.

A contagem é realizada a partir de fotos aéreas analisadas com software de inteligência artificial. Para chegar ao número da multidão, os pesquisadores utilizam o método Point to Point Network (P2PNet), desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Chequião, na China e da empresa Tencent. A direção-geral do Monitor do Debate Político é dos pesquisadores da USP Márcio Moretto e Pablo Ortellado.

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