Política

‘Não toleraremos violência eleitoral’, reforça Fachin sobre ataques às urnas

Presidente do TSE defendeu o sistema eleitoral brasileiro em reunião com integrantes do grupo Prerrogativas

‘Não toleraremos violência eleitoral’, reforça Fachin sobre ataques às urnas
‘Não toleraremos violência eleitoral’, reforça Fachin sobre ataques às urnas
Jair Bolsonaro e Edson Fachin. Fotos: Marcos Corrêa/PR - Nelson Jr./STF
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Edson Fachin, reforçou nesta terça-feira 26 que a Justiça “não tolerará violência” durante as eleições de outubro deste ano. A declaração foi dada durante encontro com integrantes do grupo Prerrogativas, formado por advogados, especialistas e professores.

“Não toleraremos violência eleitoral, subtipo da violência política”, afirmou o magistrado. “A Justiça Eleitoral não medirá esforços para agir, a fim de coibir a violência como arma política e enfrentar a desinformação como prática do caos”.

Na reunião, Fachin disse ainda que o TSE prepara “eleições pacíficas” e que “a agressão às urnas eletrônicas é um ataque ao voto dos mais pobres”.

“O TSE não está só, porquanto a sociedade não tolera o negacionismo eleitoral”, declarou o ministro. “O ataque às urnas eletrônicas como pretexto para se brandir cólera não induzirá o país a erro. Há 90 anos, criamos a Justiça Eleitoral para que ela conduzisse eleições íntegras e o Brasil confia na sua Justiça”.

A reação do magistrado é mais uma resposta pública ao presidente Jair Bolsonaro (PL), que constantemente ataca o sistema eleitoral brasileiro.

“O quadro normativo para as eleições está estabilizado no prazo da lei. As instituições devem cumprir suas missões constitucionais. Deixo-vos um chamamento. Vossas Senhorias têm uma missão relevante: contribuir para iluminar o tempo do porvir e para obstar que um grande ocaso novamente se abata sobre o Brasil”, acrescentou ainda Fachin.

Leia a íntegra do discurso de Fachin aos advogados:

Saudação da Presidência do TSE 26-07-22

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