Bolsonaro e Araújo: Qual a graça (Foto: Marcos Côrrea/PR)
Bolsonaro e Araújo: Qual a graça (Foto: Marcos Côrrea/PR)
O presidente, fã confesso de ditadores aqui e de nossos vizinhos, citou uma passagem bíblica (“Conhecerais a verdade e a verdade vos libertará”) e seguiu um “regime nenhum é uma maravilha”. “Onde você viu uma ditadura entregar o governo de forma pacífica? Então não houve ditadura”, esbravejou.
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A semana foi marcada pela determinação de Bolsonaro para que unidades militares celebrassem, no próximo domingo 31, os 55 anos do golpe. Uma claque formada por gente como o chanceler Ernesto Araújo e a deputada federal Joice Hasselman (PSL-SP) deram coro ao desvario.
De forma praticamente imediata, órgãos públicos se manifestaram repudiando a decisão do presidente. A Defensoria Pública da União protocolou uma ação civil para que a Justiça Federal proíba o governo e as Forças Armadas de realizar qualquer tipo de ato. O Ministério Público Federal emitiu uma nota defendendo que a ação presidencial fere o Estado Democrático de Direito e que pode configurar crime de responsabilidade.
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