Política
Não há prova de que Renan Calheiros recebeu propina da Transpetro, conclui PF
O inquérito, aberto por Rodrigo Janot no âmbito da Lava Jato, mira supostos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva
A Polícia Federal concluiu não haver provas de que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) tenha recebido propina em um suposto esquema de corrupção envolvendo contratos da Transpetro, subsidiária da Petrobras.
As conclusões da investigação foram enviadas ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, nesta quarta-feira 22.
Agora, caberá à Procuradoria-Geral da República se manifestar sobre o caso. No documento, a delegada responsável afirma que a apuração da PF não reuniu elementos “que pudessem corroborar” com as versões apresentadas por delatores.
Argumentou, ainda, que o “rastreamento do caminho do dinheiro em espécie pereceu no tempo” e não foi possível identificar uma ligação direta entre o parlamentar e o valor supostamente entregue a ele.
“Os colaboradores ouvidos apresentaram versões, em parte, concordantes com os fatos, mas não foram aptas a trazerem aos autos ou a produzirem a partir delas elementos de prova capazes de corroborá-las”, escreveu a delegada Lorena Nascimento. O documento foi divulgado pela TV Globo.
O inquérito, aberto em 2017 a pedido do então procurador-geral Rodrigo Janot no âmbito da Operação Lava Jato, mira supostos crimes de lavagem de dinheiro e corrupção passiva durante as eleições de 2008 e 2010.
As investigações nasceram das delações de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, e Fernando Reis, ex-executivo da Odebrecht. Além de Calheiros, os ex-senadores Garibaldi Alves, Romero Jucá, Valdir Raupp e José Sarney, todos do MDB, foram alvos da apuração.
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