MP mira “laranjas” por disparo de notícias falsas nas eleições de 2018

O novo processo investiga se políticos compraram serviços de envio de mensagens em massa para os candidatos à presidência

Bolsonaro foi eleito com 57,7 milhões de votos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr)

Bolsonaro foi eleito com 57,7 milhões de votos (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr)

Justiça,Política

O Ministério Público (MP) está fazendo uma nova investigação sobre casos de distribuição em massa de notícias falsas nas eleições de 2018. Esse novo processo quer descobrir se políticos serviram como “laranjas”, comprando serviços para envio de mensagens em massa para os candidatos à presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

O UOL revelou, nesta quinta-feira 28, que o MP pediu para que as empresas que mantêm serviços de compartilhamento de mensagens indiquem nomes e contratos de todos os candidatos, partidos e coligações que compraram publicidade durante as eleições.

“Os crimes aqui investigados, supostamente, interferiram direta ou indiretamente no pleito eleitoral de outubro de 2018, para os cargos de presidente e vice-presidente da República”, afirmou o promotor eleitoral, Clayton Germano,

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O processo corre em primeira instância, pois ainda não constam indícios de políticos com foro privilegiado, como o presidente Jair Bolsonaro. Caso isso aconteça, o processo pode subir para o TRE (Tribunal Regional Eleitoral) ou para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

No ano passando, ainda no período eleitoral, o jornal Folha de S.Paulo revelou que empresários bancavam empresas de disparos de WhatsApp com notícias falsas contra o PT, o que fere a lei eleitoral e pode ser considerado caixa dois.

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Reportagem do UOL revelou que, horas após a publicação da notícia, uma agência da campanha de Bolsonaro apagou registros de disparos.

Além de WhatsApp e Facebook, serão intimados Twitter, YouTube, Instagram e Telegram.

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Repórter do site de CartaCapital

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