Justiça
MP analisará ‘discrepância’ nas penas dos assassinos de Marielle; promotor não descarta recorrer
O Tribunal do Júri condenou Ronnie Lessa a 78 anos e 9 meses de prisão, enquanto a Élcio Queiroz coube uma sentença de 59 anos e 8 meses
O promotor Eduardo Morais, integrante da equipe do Ministério Público do Rio de Janeiro envolvida no julgamento dos assassinos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, afirmou nesta quinta-feira 31 que o órgão analisará a diferença nas penas impostas aos réus.
O Tribunal do Júri condenou Ronnie Lessa a 78 anos e 9 meses de prisão, enquanto a Élcio Queiroz coube uma sentença de 59 anos e 8 meses. Eles também terão de pagar uma pensão ao filho de Anderson e indenizar, em 706 mil reais, familiares das vítimas.
As indenizações somam 3,53 milhões de reais, para os dois dividirem.
“A princípio, vimos uma diferença de 20 anos do Élcio para o Ronnie. Me parece uma discrepância grande, mas vamos ver com calma o que a juíza considerou. Se for o caso, vamos recorrer“, disse o promotor.
A jornalistas, Morais também foi questionado sobre a possível redução nas penas em decorrência dos acordos de colaboração premiada firmados pelos dois assassinos. “O Ministério Público não se manifesta sobre o termo do acordo de delação. Para o acordo valer, precisamos de condenação. O que posso assegurar é que eles vão cumprir 30 anos de pena, com uma progressão diferenciada em razão do acordo.”
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



