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Mourão: Bolsonaro ‘pode ficar chateado’, mas passa a faixa se perder

Mourão: Bolsonaro ‘pode ficar chateado’, mas passa a faixa se perder

O vice-presidente disse que não há risco de ruptura ou de impeachment

Hamilton Mourão e Jair Bolsonaro. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Hamilton Mourão e Jair Bolsonaro. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, afirmou em entrevista ao site Poder360 não haver risco de ruptura institucional por parte do presidente Jair Bolsonaro. 

Segundo ele, não há desejo do presidente para golpe, nem ambiente político ou palco internacional. No caso de vitória do ex-presidente Lula nas eleições de 2022, Mourão prevê uma transição tranquila. 

“[Bolsonaro] pode até ficar meio chateado, mas vai passar a faixa tranquilamente, sem problema nenhum“, disse.

Questionado sobre o risco de impeachment, Mourão também declarou não há interesse da esquerda, que teria vantagens em uma disputa com Bolsonaro em 2022. 

“Ficou claro que a esquerda não quer o impeachment. A esquerda vive colada no presidente Bolsonaro. Se ela perde a referência do oposto, perde seu rumo. E se a esquerda não participa, não há clima de rua“, diz.

Mourão também analisa que o Centrão, que hoje representa a maior base do apoio do governo, não daria andamento ao processo de impedimento. 

“Dentro do Congresso, que é onde se joga esse jogo político, acredito que o governo tem uma base de parlamentares que impede o impeachment de prosperar“, afirmou.

Sobre o seu futuro, o vice-presidente avalia tanto mudanças de cargo, quanto de partido. Ele diz que tem sido procurado por siglas para 2022, mas que ainda não se decidiu. 

“Os indícios hoje são de que o presidente Bolsonaro, na sua busca para ser reeleito, irá buscar outra pessoa para acompanhá-lo na chapa. Até por necessidade de musculatura em termos de organização política. Eu ainda não decidi se vou continuar na política ou pendurar a chuteira. Tenho até o final de março.”

Ele ainda afirma ter apoio de Bolsonaro para a sua eventual candidatura em 2022, apesar de nunca ter discutido “objetivamente” o assunto com ele. 

“Eu julgo que caso eu seja candidato a algum outro cargo, o presidente irá me apoiar”, avalia o vice-presidente.

 

 

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Repórter do site de CartaCapital

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