Justiça

Motta reafirma acordo com PT e defende Odair Cunha para vaga no TCU

A declaração ocorre em meio à pressão de partidos do Centrão para que o presidente da Câmara revisasse o acordo firmado durante sua eleição

Motta reafirma acordo com PT e defende Odair Cunha para vaga no TCU
Motta reafirma acordo com PT e defende Odair Cunha para vaga no TCU
O presidente da Câmara, Hugo Motta, e o presidente Lula. Foto: Ricardo Stuckert / PR
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O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta quinta-feira 26, em entrevista ao portal Metrópoles, que mantém o compromisso de apoiar a indicação do deputado Odair Cunha (PT-MG) para a vaga aberta no Tribunal de Contas da União após a aposentadoria compulsória do ministro Aroldo Cedraz.

“Eu reafirmo, aqui, esse compromisso com o deputado Odair, que é um deputado equilibrado, é um deputado que, mesmo sendo do PT, não tem aquele viés ideológico de extrema-esquerda”, declarou Motta. Segundo ele, o congressista mineiro tem perfil de diálogo.

A manifestação pública ocorre em meio à pressão de partidos do Centrão para que o presidente da Câmara revisasse o acordo firmado durante sua eleição ao comando da Casa, em 2024. Setores dessas bancadas defendiam que a vaga no TCU fosse usada como instrumento de reorganização política, diante do desgaste simultâneo de Motta com o PT e com o bolsonarismo ao longo do último ano.

Na entrevista, Motta também relembrou o pacto político que sustenta a indicação. “É sabido por todos que durante a construção do nosso processo de eleição, nós fizemos um acordo com o Partido dos Trabalhadores em torno do nome do deputado Odair Cunha… E eu reafirmo esse compromisso com o deputado Odair”, disse.

A disputa pela cadeira, considerada estratégica por causa do papel do TCU na fiscalização de gastos públicos e políticas do Executivo, reúne outros nomes. Partidos do Centrão e da oposição articulam candidaturas próprias, enquanto o PL defende o deputado Hélio Lopes (RJ), que afirma ter apoio de congressistas de direita e do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Mesmo com a reafirmação do acordo pelo presidente da Câmara, aliados avaliam que a votação dependerá de negociação ampla entre as bancadas, já que a indicação precisa reunir maioria entre os deputados.

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