Justiça

Moraes manda prender Silvinei Vasques e mais 4 condenados pela trama golpista

Marília de Alencar cumprirá prisão domiciliar por 90 dias, uma vez que se recupera de uma cirurgia

Moraes manda prender Silvinei Vasques e mais 4 condenados pela trama golpista
Moraes manda prender Silvinei Vasques e mais 4 condenados pela trama golpista
O ex-diretor da PRF Silvinei Vasques. Foto: Evaristo Sá/AFP
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O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes formalizou nesta sexta-feira 24 o início do cumprimento das penas de cinco condenados por envolvimento na tentativa de golpe de Estado. Todos eles integraram o núcleo 2 da trama.

A decisão ocorreu após o ministro declarar o trânsito em julgado das ações penais, reconhecendo não caber qualquer novo recurso contra as sentenças. A determinação se aplica a:

  • Mário Fernandes, general da reserva do Exército: 26 anos e seis meses de prisão;
  • Silvinei Vasques, ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal: 24 anos e seis meses;
  • Marcelo Câmara, coronel do Exército e ex-assessor de Bolsonaro: 21 anos;
  • Filipe Martins – ex-assessor de Bolsonaro: 21 anos;
  • Marília de Alencar, ex-diretora de Inteligência do Ministério da Justiça; oito anos e seis meses.

Marília cumprirá prisão domiciliar por 90 dias, uma vez que se recupera de uma cirurgia. Ela deverá usar tornozeleira eletrônica.

Acusações

A Procuradoria-Geral da República acusou Filipe Martins de ser um dos responsáveis pela elaboração da minuta de golpe de Estado na reta final do governo Bolsonaro.

Contra Mário Fernandes pesou a acusação de arquitetar um plano para matar o presidente Lula (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e Moraes.

Segundo a PGR, Marcelo Câmara realizou um monitoramento ilegal da rotina de Moraes.

De acordo com mensagens apreendidas no celular de Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, Câmara informou que Moraes estaria em São Paulo e se referiu ao ministro como “professora”. O episódio ocorreu em dezembro de 2022.

Silvinei Vasques agiu, de acordo com a PGR, para barrar o deslocamento de eleitores de Lula no segundo turno da eleição de 2022. Já Marília de Alencar foi a responsável pelo levantamento de dados que basearam as blitze.

(Com informações da Agência Brasil)

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