Moraes estabelece cinco dias para PGR avaliar afastamento e prisão de Salles

Segundo denúncia, Salles teria ocultado seu celular e alterado o número de telefone no curso das investigações da operação Akuanduba

Alexandre de Moraes e Ricardo Salles. Fotos: Nelson Jr./STF e Sergio Lima/AFP

Alexandre de Moraes e Ricardo Salles. Fotos: Nelson Jr./STF e Sergio Lima/AFP

Política

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou, nesta sexta-feira 4, um prazo de cinco dias para que a Procuradoria Geral da República se manifeste sobre a possibilidade de afastamento e prisão do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, por obstrução de justiça na Operação Akuanduba, que fez buscas contra ele há duas semanas.

 

 

A decisão foi tomada após uma advogada revelar, em notícia formalizada, que Salles teria ocultado seu celular e alterado o número de telefone no curso das investigações. A informação foi revelada pelo Jornal Nacional.

Em despacho assinado nesta sexta Salles coloca que o ministro que ‘tem dever legal de cumprir ordens judicias de outros Poderes, incorreu, em tese, em tipos penais e de improbidade administrativa, visando obstruir a aplicação da lei penal e embaraçando a investigação de organização criminosa transnacional’, o que justificaria medidas cautelares para resguardar o andamento do inquérito.

Na operação Akuanduba, Salles é investigado por possível favorecimento de empresas na exportação ilegal de madeira. Há um segundo inquérito, conduzido pela ministra Carmém Lucia, que investiga possível obstrução a uma investigação ambiental da Polícia Federal em favor de quadrilhas de madeireiros. Salles nega as acusações.

O ministro Alexandre de Moraes autorizou que o ministro preste seu depoimento diretamente ao procurador-geral da República, Augusto Aras, mas ponderou que a Polícia Federal vai colher o depoimento do ministro “no decorrer da investigação e a seu critério, na medida em que for necessária à elucidação dos fatos investigados”.

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