Justiça

Moraes autoriza ‘kid preto’ preso por plano para matar Lula a visitar sogra doente

O militar está preso desde novembro de 2024 após a Operação Contragolpe, da Polícia Federal

Moraes autoriza ‘kid preto’ preso por plano para matar Lula a visitar sogra doente
Moraes autoriza ‘kid preto’ preso por plano para matar Lula a visitar sogra doente
O ministro Alexandre de Moraes. Foto: Rosinei Coutinho/STF
Apoie Siga-nos no

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta segunda-feira 28 que o tenente-coronel Rafael Martins de Oliveira, preso por suspeita de envolvimento no plano para assassinar o presidente Lula (PT), deixe a prisão para visitar sua sogra, que está doente.

Na decisão, o ministro reconheceu que a sogra do militar está “em grave estado de saúde”, já que foi diagnosticada com “neoplasia maligna de estômago, doença localmente avançada”. Moraes determinou que Rafael vá ao hospital escoltado pelo Batalhão de Polícia do Exército.

O militar está preso desde novembro de 2024 após a Operação Contragolpe, da Polícia Federal. Na Contragolpe, a PF prendeu quatro integrantes do Exército ligados às forças especiais, os chamados “kids pretos”. Ele é réu na ação que mira no “núcleo 3” da trama golpista.

Além de Rafael Martins de Oliveira, os alvos foram o general Mário Fernandes, o tenente-coronel Helio Ferreira Lima e o major Rodrigo Bezerra Azevedo. Outro preso é o policial federal Wladimir Matos Soares.

A polícia teve acesso a mensagens de um grupo de conversas criado pelos golpistas no aplicativo Signal e chamado “Copa 2022”, com o objetivo de monitorar Moraes. Os militares receberam codinomes de países, como Alemanha, Austria, Japão e Gana.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo