Justiça
Moraes altera regras da escolta de Bolsonaro após demora em saída de hospital
O ministro citou a importância de ‘maior padronização’ na segurança e no deslocamento do ex-presidente
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta quarta-feira 17 que todo o transporte, deslocamento e escolta do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deve ser feito pela Polícia Federal e pela Polícia Penal. O despacho do ministro exclui o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da tarefa, que seguirá apenas com a segurança da família do ex-capitão.
A medida de Moraes após a Polícia Penal do Distrito Federal não realizar o transporte imediato do ex-capitão após a liberação médica no domingo. Segundo o ministro, a ideia é “padronizar” a segurança e o deslocamento, garantindo a ordem pública.
Na segunda-feira 15, o ministro questionou a Polícia Penal do Distrito Federal sobre a escolta realizada no domingo, quando Bolsonaro foi ao médico. Moraes quis saber os agentes que o acompanharam no quarto e “o motivo de não ter sido realizado o transporte imediato logo após a liberação médica”.
Em resposta, a polícia justificou que a demora aconteceu pois “os policiais optaram em não dar comando verbal ou usar a força necessária para que o monitorado embarcasse imediatamente” em decorrência do grande número de apoiadores.
Na decisão desta quarta, o ministro registrou que o desembarque e embarque foram realizados em local incorreto, ao ar livre e mediante diversas pessoas, e que Bolsonaro permaneceu por longo tempo “assistindo” uma improvisada entrevista coletiva de seu médico.
“Em virtude da situação atual do custodiado, em regime de prisão domiciliar com plena segurança realizada pela Polícia Penal e Polícia Federal, não há necessidade da manutenção do GSI para realização de eventuais deslocamentos”, disse. “A necessidade de padronização dos deslocamentos, da segurança do custodiado e da garantia da ordem pública exige maior padronização, para se evitar os problemas ocorridos no último domingo”, completou o ministro.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.
Leia também
A 1ª declaração de Tarcísio sobre sua candidatura em 2026 após a condenação de Bolsonaro
Por CartaCapital
‘Vigília’ pela internação de Bolsonaro em Brasília mobiliza mais jornalistas do que apoiadores
Por Vinícius Nunes



