Justiça

Mensagens mostram que procuradores ironizaram e torceram pelo impeachment de Dilma

‘Marquei um churras aqui no prédio, chamei os vizinhos e aluguei um telão’, escreveu um deles

O ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol. Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
O ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol. Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
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Os procuradores da Operação Lava Jato, em conversas em um aplicativo de mensagens, ironizavam e torceram pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

No dia 15 de abril, Deltan Dallagnol recomendou aos colegas que não acompanhassem a sessão que ratificaria o afastamento da petista “em bares ou locais públicos”. O procurador temia um “desgaste” na imagem da operação.

Como respostas, integrantes do grupo ironizavam o processo.

” Ih! Não sei se consigo cancelar o bufet, o chopp, a banda de pagode e as dançarinas!”, escreveu Carlos Welter.

“Tb Marquei um churras aqui no predio, chamei os vizinhos e aluguei um telao!!!”, continuou Athayde Ribeiro Costa.

“Só não faça a estreia da choppeira!”, sugeriu Julio Noronha.

Recomendação de Deltan inicia conversa sobre o impeachment de Dilma

Dois dias depois, no dia 17 de abril, os deputados aprovaram o prosseguimento do processo de impeachment. A Câmara, em uma sessão conturbada, concluiu os 342 votos às 23h08, nove horas após a sessão ser iniciada.

No grupo de mensagens, um integrante identificado como Diogo comemorou:

“Passou. Enfim.. Independente da posição partidário (sic), o impeachment eh (sic) um resultado de um trabalho bem feito da lava jato. Parabéns a todos pelo trabalho bem feito nesses dois anos. Independente da posição partidária”.

Na segunda-feira 1, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, levantou o sigilo de parte do material apreendido na Operação Spoofing, que prendeu suspeitos de invadir os celulares do ex-juiz Sergio Moro e de procuradores da Lava Jato.

A decisão ocorre após pedido da defesa do ex-presidente Lula, que submeteu o material a perícia.

Os procuradores não têm se manifestado sobre o material divulgado.

Alisson Matos

Alisson Matos
Editor do site de CartaCapital. Twitter: Alisson_Matos

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