Justiça

Marçal terá que publicar direito de resposta de Boulos nas redes, decide Justiça

Para a Justiça, o coach extrapolou os limites da liberdade de expressão ao acusar, sem provas, o deputado de ser usuário de drogas

Marçal terá que publicar direito de resposta de Boulos nas redes, decide Justiça
Marçal terá que publicar direito de resposta de Boulos nas redes, decide Justiça
Boulos x Marçal. Fotos: Reprodução
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Após o candidato à prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal (PRTB), acusar, sem provas, o também candidato Guilherme Boulos (PSOL) de ser usuário de cocaína, a Justiça decidiu que o psolista terá direito a responder nas redes sociais do influenciador digital.

O direito de resposta foi concedido em duas decisões, publicadas no último final de semana. A primeira foi tomada pelo juiz Rodrigo Marzola Colombini. Já a segunda foi de responsabilidade do juiz Murillo D’Avila Vianna Cotrim. Ambos são do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). 

Pelas sentenças, as manifestações de Marçal contra Boulos constituem em conteúdo “unicamente injurioso à pessoa do autor [Boulos], imputando a ele, seja através de imputação direta, seja através de gestos, a condição de usuário e viciado em entorpecentes”. 

Para a Justiça, as acusações de Marçal “extrapolam os limites da liberdade de expressão e do debate político”.

As sentenças estabeleceram que Boulos poderá publicar a resposta nos perfis de Marçal nas diferentes redes sociais (Instagram, X, TikTok e YouTube). Boulos deverá fazê-lo em até 48h após a intimação. 

O direito de resposta deverá se manter no ar por 48h e deverá receber o mesmo impulsionamento dado às publicações rotineiras de Marçal.

Durante os dois debates realizados até agora – um pela Band e o outro pelo jornal O Estado de S. Paulo – Marçal insinuou que Boulos seria usuário de drogas. A acusação também foi feita em postagens do coach nas redes sociais.

Os casos levaram o Ministério Público Eleitoral (MPE) a pedir que a Justiça Eleitoral determine que a Polícia Federal (PF) abra um inquérito contra Marçal. 

O órgão sustenta que as acusações de Marçal violam a lei eleitoral que proíbe a divulgação de informações falsas em casos específicos ligados à eleição.

A campanha de Pablo Marçal ainda não se manifestou sobre as decisões.

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