Política
Lula: ‘Se não for candidato, estarei inteiro para ser cabo eleitoral’
O ex-presidente também comentou a relação com o ex-ministro Ciro Gomes: ‘Cidadão que é bom de bola, mas não sabe fazer o jogo coletivo’
O ex-presidente Lula não confirmou nesta quinta-feira 18 que pretende se lançar candidato à Presidência em 2022, mas disse que, “se for necessário para derrotar o bolsonarismo”, ele se colocará “à disposição”. Para concorrer, o petista dependerá de uma decisão do Supremo Tribunal Federal que restabeleça seus direitos políticos.
“Vai depender das circunstâncias políticas e em que momento for decidido. Vai depender do PT, das candidaturas, das alianças políticas que a gente for fazer, se vai ser necessário ou não eu ser candidato”, declarou Lula em entrevista ao UOL. “Eu já fui presidente, não necessariamente preciso novamente ser presidente.”
Segundo ele, é necessário haver “uma razão maior” para que sua participação na corrida eleitoral. “Eu tenho certeza de que, se for necessário para derrotar o tal bolsonarismo, não tenha dúvida nenhuma de que me colocarei à disposição”.
“Se não for candidato, estarei inteiro para ser cabo eleitoral.”
Lula ainda defendeu o direito dos partidos de oposição ao governo de Jair Bolsonaro de lançar candidaturas próprias no primeiro turno, para se aliarem no segundo. “Objetivamente, acho que [o PT] tem de ter candidato no primeiro turno. Como você vai escolher o candidato de uma frente ampla, qual o critério?”, questionou.
O ex-ministro Ciro Gomes, que concorrerá à Presidência pelo PDT, foi definido por Lula nesta quinta como “o cidadão que é bom de bola, mas não sabe fazer o jogo coletivo”.
“O Ciro passa o ano inteiro atacando o PT e nas eleições quer que o PT apoie o Ciro. Isso é impossível, já conversei com ele disso, ele sabe disso”, disse Lula. O petista, no entanto, garantiu que o postulante do PDT terá apoio do PT se chegar ao segundo turno contra Bolsonaro.
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