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Lula se emociona em evento da COP com Marina, em Dubai; assista

O presidente cedeu a palavra à ministra no painel ‘Florestas: Protegendo a natureza para o clima, vidas e subsistência’

Foto: Reprodução
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O presidente Lula (PT) se emocionou neste sábado 2 durante o painel Florestas: Protegendo a natureza para o clima, vidas e subsistência, realizado durante a COP28, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

Ele afirmou que tinha um discurso preparado para o evento, mas cedeu a palavra à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede).

“Precisamos de 28 edições da COP para que, pela primeira vez, a floresta viesse falar por si só. E eu não poderia utilizar a palavra sobre a floresta, se eu tenho no meu governo uma pessoa da floresta. A Marina nasceu na floresta”, disse Lula, ao se emocionar. “Acho que é justo que, para falar da floresta, em vez de falar o presidente, a gente tenha de ouvir a responsável pelo sucesso da política de preservação ambiental que estamos fazendo.”

Marina, por sua vez, afirmou que as diretrizes do governo Lula para a proteção da Floresta Amazônica englobam o desenvolvimento sustentável em quatro dimensões: ambiental, social, econômica e cultural.

O governo Lula anunciou uma queda de 22,3% no desmatamento da Amazônia nos 12 meses até julho, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe. Os números representam o melhor resultado desde 2019, ponto de partida para uma alta na devastação que alcançou o ápice de 13.083 km² entre agosto de 2020 e julho de 2021.

Essa metodologia do Inpe considera sempre o intervalo de agosto de um ano a julho do ano seguinte. No resultado de 2023, portanto, há cinco meses do governo Jair Bolsonaro (PL) e sete do governo Lula.

Para chegar aos dados, o sistema utiliza imagens de satélite mais precisas do que aquelas usadas em outro instrumento do Inpe, o Deter, que emite alertas diários para apoiar a fiscalização em campo realizada por Ibama e ICMBio.

Os dados do Deter já sinalizavam uma reversão da curva de desmatamento na região a partir do início deste ano, com uma queda de 42% de janeiro a julho de 2023. Entre agosto e dezembro de 2022, houve uma alta de 54%.

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