Economia

Brasil na Opep+ alertará produtores de petróleo sobre o fim dos combustíveis fósseis, diz Lula

Em Dubai, o presidente reforçou ser necessário apresentar alternativas sustentáveis

Agenda do presidente Lula em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, em 2 de dezembro de 2023. Foto: Giuseppe Cacace/AFP
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O presidente Lula (PT) afirmou neste sábado 2, durante sua viagem a Dubai, nos Emirados Árabes, que o Brasil terá na Opep+ um papel de convencer os países produtores de petróleo a preparem a transição para o fim do uso de combustíveis fósseis.

O Brrasil, maior produtor de petróleo da América Latina, foi convidado nesta semana a integrar o grupo expandido da Organização dos Países Exportadores de Petróleo.

A Opep+ nasceu em 2016, quando a Rússia e outros nove países – Cazaquistão, Azerbaijão, Malásia, México, Bahrein, Brunei, Omã, Sudão e Sudão do Sul – somaram forças com os 13 membros da Opep – Venezuela, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Nigéria, Líbia, Kuwait, Iraque, Irã, Gabão, Guiné Equatorial, República do Congo, Angola e Argélia – para frear a queda nos preços do petróleo.

Desde o fim de 2022, a Opep+ adotou cortes de abastecimento de aproximadamente 5 milhões de barris por dia.

“Acho importante a gente participar, porque a gente precisa convercer os países que produzem petróleo de que eles precisam se preparar para o fim dos combustíveis fósseis, e se preparar significa aproveitar o dinheiro que eles lucram para fazer investimento para que os continentes como o africano e a América Latina possam produzir os combustíveis renováveis de que eles precisam, sobretudo o hidrogênio verde”, disse Lula.

“Porque se a gente não criar alternativa, a gente não vai poder dizer que vai acabar com os combustíveis fósseis.”

Antes de Lula, o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, disse que o Brasil entraria na Opep+ com o objetivo de observar as decisões, mas sem participar do sistema de cotas de produção.

“Jamais participaríamos de uma entidade que estabelecesse cota para o Brasil, ainda mais com o apoio da Petrobras, que é uma empresa aberta no mercado e não pode ter cota”, afirmou o executivo”, declarou Prates na sexta-feira 1º.

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