CartaExpressa

Lula rebate pressão de Villas Bôas sobre o STF: ‘Se eu fosse o presidente, ele seria exonerado na hora’

‘Não está lá para dar palpite na política e decidir quem vai ser presidente ou não’

Lula rebate pressão de Villas Bôas sobre o STF: ‘Se eu fosse o presidente, ele seria exonerado na hora’
Lula rebate pressão de Villas Bôas sobre o STF: ‘Se eu fosse o presidente, ele seria exonerado na hora’
Eduardo Villas Bôas. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Apoie Siga-nos no

O ex-presidente Lula comentou nesta quarta-feira 10 a pressão feita pelo general Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército, para que o Supremo Tribunal Federal rejeitasse um habeas corpus impetrado pela defesa do petista em abril de 2018.

“Eu me preocupo com a carta do Villas Bôas. E não é correto que um comandante das Forças Armadas faça o que ele fez. Acho que, se fosse eu fosse presidente da República e ele tivesse aquele comportamento, seria exonerado na mesma hora. Não está lá para dar palpite na política e decidir quem vai ser presidente ou não”, disse Lula em entrevista coletiva no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista.

“Villas Bôas errou, errou grave, e o Fachin errou por demorar três anos para comentar a pressão que ele fez.”

Em fevereiro deste ano, veio à tona a informação de que Villas Bôas articulou com o Alto-Comando do Exército, em 2018, um tweet para pressionar o Supremo. Dias depois da revelação, o ministro Edson Fachin disse que é “intolerável e inaceitável qualquer tipo de pressão injurídica sobre o Poder Judiciário”.

Nesta quarta, Lula ainda afirmou que, em oito anos na Presidência, nunca teve problema com os militares. “O Exército sabe que não teve um presidente que investiu como eu investi. A Marinha e a Aeronáutica também”.

Por fim, o petista declarou que não quer as Forças Armadas “para ficar se metendo na saúde, mas para cuidar da soberania do País”.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo