Política

Lula promete concursos em várias carreiras do serviço público: ‘Repor o que desapareceu’

O presidente assinou, nesta sexta 28, uma medida que oferece reajuste salarial ao funcionalismo do Estado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Foto: Reprodução
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prometeu que o seu governo realizará concursos em diferentes carreiras do serviço público para “repor o que desapareceu” durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL).

A declaração ocorreu nesta sexta-feira 28, em solenidade do Ministério da Gestão. Na ocasião, a ministra Esther Dweck anunciou um acordo de reajuste salarial de 9% aos servidores federais.

“A gente vai ter que fazer concurso em várias carreiras, para repor aquilo que tinha desaparecido”, afirmou. “Toda vez que a gente fala em concurso, algumas pessoas começam a dizer: começou a gastança. Não querem compreender que, para melhorar qualquer serviço público, você tem que contratar seres humanos.”

Na cerimônia, o presidente também declarou que ainda não conseguiu substituir os servidores remanescentes que ocupam cargos públicos de confiança desde o governo anterior.

“Vocês não têm noção do desmonte que nós encontramos nesse país, a quantidade de amigos dos homens que estavam em cargos públicos, cargos chamados de confiança. Eu imaginei que a gente poderia, num decreto só, acabar com tudo. Não é possível, porque você não pode fazer com que a máquina fique paralisada”, disse.

Lula assinou uma Medida Provisória que trata da recomposição salarial de mais de 1,1 bilhão de beneficiários, entre eles, 520 mil servidores ativos, 13,6 mil empregados públicos, 450 mil aposentados e 167 mil pensionistas. De acordo com o governo, o gasto previsto é de 9,83 bilhões de reais para este ano e 14,1 bilhões para os próximos anos.

A assinatura ocorre após um acordo ter sido firmado em março, no âmbito da Mesa Permanente de Negociação com os servidores, aberta pelo Ministério da Gestão em fevereiro. Foi o primeiro acordo entre governo e servidores desde 2016. A MP tem validade imediata, mas precisa da análise do Congresso para entrar em vigor definitivamente.

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