Educação

Lula pretende ‘transformar’ universidades em 2023: ‘Elas precisam se abrir para a sociedade’

Segundo o ex-presidente, que lidera as pesquisas de intenção de voto para o Planalto, a universidade ‘não pode ser um centro de luxo para produzir para ela própria’

Foto: Reprodução
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O ex-presidente Lula (PT) afirmou nesta quarta-feira 11 que pretende ‘transformar’ as universidades brasileiras caso seja eleito para um terceiro mandato como chefe do Executivo. Em conversa com reitores da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, a Andifes, em Juiz de Fora (MG), o petista disse que as instituições precisarão deixar de ser ‘centros de luxo’ e passar a produzir mais para o bem da sociedade.

“Vocês já sabem que precisamos transformar as universidades em outras coisas. Ela não pode ser um centro de luxo para produzir para ela própria. Ela precisa se abrir para a sociedade. A pesquisa tem que ser transformada em produto industrializado, para que as pessoas possam produzir e consumir”, destacou Lula em conversa com reitores de universidades brasileiras. “Não é possível fazer uma tese extraordinária e guardar numa gaveta sem que a gente transforme aquilo para o bem da humanidade e do País.”

Na conversa, o petista ainda convocou os representantes a participarem de discussões que vão além da Educação, citando a revisão da reforma trabalhista como principal exemplo.

“É preciso que vocês discutam temas de fora da universidade. Quando falamos em emprego, por exemplo, é preciso discutir o novo, mas que novo emprego? O que vamos criar para gerar emprego para essa juventude?”, questionou o ex-presidente. “Precisamos de vocês para dar as respostas para a sociedade sobre que tipo de emprego vamos arrumar para a juventude de hoje.”

Ele destacou a participação dos reitores na discussão que será travada também com empresários e sindicalistas no provável novo governo.

No discurso, Lula projetou ainda voltar com a política de autonomia na escolha de reitores, deixada em segundo plano no governo de Jair Bolsonaro (PL), dar autonomia financeira aos reitores e reverter cortes na Educação promovidos pelo atual governo com o teto de gastos.

Não haverá teto de gastos no nosso governo. Não quer dizer que eu serei irresponsável e vou gastar para endividar o futuro da Nação, não. Vamos ter que gastar com ativos rentáveis, e Educação é um ativo rentável. Ela é a coisa que dá o retorno mais rápido para que a gente possa produzir.”

“Quem vai derrubar o [percentual de] gasto em relação ao PIB é o crescimento econômico, e não o corte orçamentário. Basta a economia crescer que você derruba a diferença”, completou Lula, em defesa de um dos pilares do seu plano de governo.

 

Getulio Xavier

Getulio Xavier Repórter do site de CartaCapital

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