Lula lidera intenções de voto e Ciro aparece como melhor colocado da terceira via

Levantamento simulou cinco cenários para 2022, todos contando com a presença do petista, Bolsonaro e do pedetista

Lula e Ciro Gomes. Fotos: Sergio Lima/AFP e  Miguel Schincariol/AFP

Lula e Ciro Gomes. Fotos: Sergio Lima/AFP e Miguel Schincariol/AFP

Política

O ex-presidente Lula lidera as intenções de voto para as eleições de 2022, de acordo com pesquisa Quaest Consultoria, encomendada pelo banco Genial Investimentos e divulgada nesta quarta 4.

No levantamento, o petista aparece com 43%, seguido pelo presidente Jair Bolsonaro com 28%. O pedetista Ciro Gomes tem 10% e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), tem 5%.

A pesquisa simulou cinco cenários para 2022, todos contando com a presença de Lula, Bolsonaro e Ciro. Os resultados variaram muito pouco a depender de quem figura como o quarto adversário. O petista oscilou entre 43% e 45%; o presidente entre 28% e 29%; e o pedetista entre 10% e 11%.

 

 

Nas simulações de segundo turno, o ex-presidente vence Bolsonaro por ampla vantagem: 54% a 33%.

A pesquisa também aponta haver espaço para a construção de uma terceira via competitiva. Isso fica claro nas intenções de voto espontâneas, nas quais os indecisos alcançaram 56% e ficaram em primeiro lugar, superando Lula (23%), Bolsonaro (18%) e Ciro Gomes (1%).

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem as opções de candidatos, Lula aparece com 21% das intenções de voto contra 18% de Bolsonaro. Ciro tem 1% das menções, mesmo percentual de respostas que indicaram outros candidatos.

Quanto à taxa de rejeição, 42% dos entrevistados disseram que “não votariam” em Lula, bem abaixo do patamar de Ciro (58%) e Bolsonaro (61%).

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), continua sem deslanchar, assim como seu colega de partido Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul, e o ex-ministro Henrique Mandetta (DEM).

 

Avaliação do governo

A pesquisa também avaliou a aprovação do governo de Bolsonaro. Dados apontam estabilidade na avaliação do governo. 44% dos entrevistados consideram a gestão negativa e apenas 28% a consideram regular, assim como na pesquisa anterior realizada no início de julho.

Foram entrevistadas 1.500 pessoas, presencialmente, acima de 16 anos, nos 27 Estados da Federação, entre os dias 1º e 4 de julho. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Cerca de 34% do eleitorado considera o governo Bolsonaro péssimo e 10% dos entrevistados acham ruim. Os que consideram a gestão ótima são 8% e 18% avaliam como boa. No grupo intermediário, 15% disseram que o governo é “regular positivo” e 13% “regular negativo”.

 

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Repórter do site de CartaCapital

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