Política
Lula fecha palanques com frente ampla e 12 candidaturas do PT; confira a lista
Com definições em Minas Gerais e Goiás, presidente conclui estratégia estadual para a reeleição; a campanha será sustentada por candidatos de sete partidos diferentes
O presidente Lula (PT) chega ao início da campanha eleitoral com sua rede de palanques estaduais completamente definida. Após concluir as negociações em Minas Gerais e Goiás, o petista garantiu representação em 25 Estados e no Distrito Federal, apostando em uma combinação de candidaturas do próprio partido e alianças com siglas para ampliar sua presença regional.
O PT liderará a disputa pelos governos estaduais em 12 Unidades da Federação. Os candidatos da legenda serão Jerônimo Rodrigues, na Bahia; Elmano de Freitas, no Ceará; Leandro Grass, no Distrito Federal; Helder Salomão, no Espírito Santo; Luis Cesar Bueno, em Goiás; Felipe Camarão, no Maranhão; Patrus Ananias, em Minas; Fábio Trad, em Mato Grosso do Sul; Rafael Fonteles, no Piauí; Cadu Xavier, no Rio Grande do Norte; Expedito Netto, em Rondônia; e Fernando Haddad, em São Paulo.
Nos demais estados, Lula será representado por aliados. O PSB comandará os palanques no Acre, com Dr. Thor Dantas; em Pernambuco, com João Campos; e em Santa Catarina, com Gelson Merisio. O PSD será o principal parceiro em cinco estados: Amazonas, com Omar Aziz; Mato Grosso, com Natasha Slhessarenko; Rio de Janeiro, com Eduardo Paes; Sergipe, com Fábio Mitidieri; e Tocantins, com Laurez Moreira.
O MDB representará a campanha presidencial em Alagoas, com Renan Filho, e no Pará, com Hana Ghassan. O PDT terá Requião Filho, no Paraná, e Juliana Brizola, no Rio Grande do Sul. Na Paraíba, o apoio será ao governador Lucas Ribeiro (PP), que busca a reeleição. No Amapá, o palanque será liderado pelo governador Clécio Luís, do União Brasil, que disputará a reeleição.
Roraima será a única Unidade da Federação sem um candidato estadual alinhado ao presidente. O PT optou por não lançar candidatura nem formalizar apoio a outro nome para a disputa pelo governo local.
A configuração evidencia a estratégia adotada pelo Palácio do Planalto para a eleição de 2026. Em vez de insistir em candidaturas próprias em todos os Estados, o PT abriu espaço para aliados em diversas disputas estaduais, preservando acordos políticos considerados prioritários para fortalecer a candidatura presidencial. Esse movimento levou o partido a apoiar nomes de legendas como PSB, PSD, MDB, PDT, PP e União Brasil.
As duas últimas definições ocorreram nesta semana. Em Minas Gerais, o PT consolidou a candidatura de Patrus Ananias, tendo o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares (PSB) como candidato a vice. Em Goiás, o partido oficializou Luis Cesar Bueno como candidato ao governo, encerrando as negociações que ainda permaneciam em aberto.
As convenções partidárias foram encerradas em 5 de agosto. Os partidos têm até 15 de agosto para registrar as candidaturas na Justiça Eleitoral, e a campanha começa oficialmente em 16 de agosto. O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro.
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