Política

Lula diz que Brasil continuará negociando com os EUA, mas buscará por novos mercados

As declarações do presidente foram durante o evento que anunciou a nova etapa do Plano Brasil Soberano

Lula diz que Brasil continuará negociando com os EUA, mas buscará por novos mercados
Lula diz que Brasil continuará negociando com os EUA, mas buscará por novos mercados
O presidente Lula (PT). Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação
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O presidente Lula (PT) afirmou nesta quarta-feira 22 que não existe nenhum veto na negociação com os Estados Unidos sobre o tarifaço de 25% recém imposto, porém o governo não vai ficar “chorando” por produtos que deixará de vender aos norte-americanos.

“Vamos ficar na mesa de negociação. Se quiserem participar, participem. Se quiserem mandar e-mail, tweet, que mandem, nós vamos estar na mesa de negociação com as nossas propostas para tudo. Não tem veto de negociação. Não vamos ficar chorando produtos que a gente não vendeu para eles, porque nós vamos procurar outros compradores”, afirmou.

As declarações do presidente foram durante o evento que anunciou a nova etapa do Plano Brasil Soberano. Serão 18,5 bilhões de reais em novas linhas de financiamento para empresas afetadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. A medida será implementada por meio de uma nova medida provisória, a ser enviada ao Congresso.

“Nós provamos que quando tem uma crise, no lugar de ficar ‘chorando’, você precisa tentar encontrar saídas. Nós estamos demonstrando, com o Brasil Soberano 3, que não há crise que impeça o Brasil de seguir a sua trajetória e continuar com sua economia crescendo”, avaliou.

Segundo o governo, a nova fase terá como principais beneficiários os exportadores atingidos pelas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos com base nas seções 232 e 301 da legislação comercial norte-americana.

Também poderão acessar os financiamentos empresas prejudicadas por conflitos internacionais, especialmente as que exportam para países do Golfo Pérsico, além de segmentos considerados estratégicos para a balança comercial brasileira, como fertilizantes, minerais críticos, produtos químicos, farmacêuticos, têxteis, automotivos, eletrônicos e fabricantes de máquinas e equipamentos.

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