Economia
Governo Lula amplia o Plano Brasil Soberano com R$ 18,5 bilhões para empresas atingidas pelo tarifaço
A nova etapa libera linhas de financiamento para capital de giro, investimentos e abertura de mercados, além de ampliar o alcance do programa para novos setores exportadores
O governo Lula (PT) anunciou nesta quarta-feira 22 a terceira etapa do Plano Brasil Soberano, com 18,5 bilhões de reais em novas linhas de financiamento para empresas afetadas pelo tarifaço imposto pelos Estados Unidos. A medida será implementada por meio de uma nova medida provisória, a ser enviada ao Congresso Nacional.
Do total anunciado, 13,5 bilhões de reais virão do Tesouro Nacional e outros 5 bilhões de reais serão disponibilizados pelo BNDES. Os recursos poderão ser usados para capital de giro, compra de máquinas e equipamentos, investimentos produtivos, inovação tecnológica, adaptação de produtos e processos, e ações para conquistar novos mercados no exterior.
Conforme a proposta, caberá ao BNDES elaborar o plano de aplicação dos recursos, que será analisado por um conselho interministerial. A ideia é direcionar os financiamentos conforme o impacto sofrido por cada setor e sua importância para a economia e para as exportações.
Além da nova etapa do programa, Lula sancionou o projeto que converteu em lei a medida provisória de criação do Plano Brasil Soberano. Durante a tramitação no Congresso, o texto foi ampliado e passou a incluir exportadores de agricultura, pecuária, florestas plantadas, pesca, aquicultura e mineração, além de cooperativas e associações ligadas a essas atividades. A legislação também permite que recursos destinados à inovação sejam usados para adaptar produtos às condições sanitárias, ambientais e de rastreabilidade exigidas pelo comércio internacional.
Segundo o governo, a nova fase terá como principais beneficiários os exportadores atingidos pelas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos com base nas seções 232 e 301 da legislação comercial norte-americana. Também poderão acessar os financiamentos empresas prejudicadas por conflitos internacionais, especialmente as que exportam para países do Golfo Pérsico, além de segmentos considerados estratégicos para a balança comercial brasileira, como fertilizantes, minerais críticos, produtos químicos, farmacêuticos, têxteis, automotivos, eletrônicos e fabricantes de máquinas e equipamentos.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Tarifaço: governo não desiste da negociação, mas só vê o caminho aberto com os EUA após as eleições
Por Vinícius Nunes
A melhora nos índices de aprovação de Lula, segundo nova pesquisa
Por CartaCapital



