Política
Lula critica habitações de 15m² entregues em Campinas: ‘Absurdo do absurdo’
O prefeito Dário Saadi afirmou se tratar de um loteamento para atender pessoas da ocupação Mandela Viva, sob ordem de despejo
O presidente Lula (PT) voltou a criticar uma ação habitacional lançada pela prefeitura de Campinas, no interior de São Paulo, que oferece construções de 15 metros quadrados.
“É importante a gente lembrar que precisa discutir as palafitas, é preciso discutir o processo de degradação em que mora o ser humano. Aquela história do prefeito [de Campinas] de fazer uma casa de 15 metros quadrados. Se essa moda pega, daqui a pouco estaremos construindo poleiros para que o povo possa morar. É o absurdo do absurdo do absurdo”, disse, durante a segunda edição do Conversa com o Presidente, nesta segunda-feira 19.
O petista já havia criticado a iniciativa no final de semana e sido contestado pelo prefeito Dário Saadi. Em um vídeo, o político do Republicanos afirmou não se tratar de um programa habitacional da prefeitura, mas de um loteamento alcançado pela gestão municipal, em parceria com a Justiça, para abrigar cerca de 450 pessoas que moram há sete anos na Ocupação Mandela Vive e estavam sob ordem de reintegração de posse. Serão disponibilizadas 116 unidades de 15 metros quadrados.
“Presidente, se o senhor conhecesse minimamente a luta lá dos moradores do Mandela, o senhor não teria falado o que o senhor falou”, devolveu Saadi. “A prefeitura fez lá um loteamento urbanizado, com infraestrutura, asfalto, água e energia elétrica. E, também atendendo à reivindicação, à solicitação dos moradores, construiu lá o embrião, que é uma unidade pequena preparada já para ampliação.”
O movimento Ocupação Mandela Resiste se manifestou sobre as críticas e considerou uma vitória a entrega das 116 casas, diante da reintegração de posse. Mas, após o vídeo publicado pelo prefeito, ponderou que a mensagem de Saadi foi utilizada com fins eleitoreiros.
“Não podemos concordar e nos silenciar diante de sua mensagem recente. Ao citar o PT, sentimos que fomos usados para seus interesses eleitorais, como se toda questão fosse meramente partidária. Lamentamos essa postura”, diz um trecho da publicação.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
‘Mais uma jovem vida tirada pelo ódio e pela violência’, diz Lula sobre ataque em colégio no Paraná
Por Caio César
Gabriela Hardt deixa Lava Jato e é realocada para Turma Recursal
Por CartaCapital
Lula defende que ministros deem ‘menos ouvido à futrica’ e foquem nas ‘coisas que são verdadeiras’
Por André Lucena
O que acontecerá com Bolsonaro caso seja condenado pelo TSE
Por Marina Verenicz



