Política

Lula assina decreto para desapropriar quatro áreas em territórios quilombolas na Bahia e Sergipe

Territórios foram declarados de interesse social para o estado; com a assinatura, fica permitida a desocupação dos imóveis nas áreas delimitadas

Lula assina decreto para desapropriar quatro áreas em territórios quilombolas na Bahia e Sergipe
Lula assina decreto para desapropriar quatro áreas em territórios quilombolas na Bahia e Sergipe
O presidente Lula (PT). Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Apoie Siga-nos no

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desapropriou quatro áreas para a regularização de territórios quilombolas nos estados da Bahia e de Sergipe. Os decretos foram assinados na sexta-feira 20 e publicados nesta segunda-feira 23 no Diário Oficial da União.

Os quatro territórios foram declarados como de interesse social para fins de desapropriação dos imóveis rurais dentro das áreas demarcadas. São eles: território quilombola Ladeiras, localizado no município de Japoatã (SE); território quilombola Desterro, no município de Indiaroba (SE); território quilombola da Volta, no município de Bom Jesus da Lapa (BA) e território quilombola Caonge, localizado no município de Cachoeira (BA).

Os decretos de desapropriação não outorgam, diretamente, indenizações em relação aos moventes, máquinas e os implementos agrícolas nas áreas cujo a propriedade privada não atender aos requisitos de boa-fé e legalidade da posse. Somadas, as áreas de quilombo da Volta e Caonge correspondem a 13.717 hectares, sendo 12.806 deles somente no município de Bom Jesus. Em Japoatã, trata-se de 1.988 hectares, seguido de Indiaroba com 124 hectares.

Com a assinatura dos quatro decretos, fica permitido ao Incra iniciar o processo de desocupação dos territórios, mantendo apenas serviços públicos essenciais localizados nas áreas.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo