Justiça

Lindbergh recorre ao STF contra André Mendonça na relatoria do caso ‘Dark Horse’

O deputado sustenta não haver demonstração de conexão entre processos e pede que a distribuição seja revista ou submetida ao colegiado

Lindbergh recorre ao STF contra André Mendonça na relatoria do caso ‘Dark Horse’
Lindbergh recorre ao STF contra André Mendonça na relatoria do caso ‘Dark Horse’
O deputado Lindbergh Farias. Foto: Zeca Ribeiro/Agência Câmara
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O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) apresentou nesta sexta-feira 26 um agravo regimental ao Supremo Tribunal Federal para tentar reverter a decisão do presidente da Corte, Edson Fachin, que encaminhou ao ministro André Mendonça a relatoria da notícia-crime sobre o financiamento do filme Dark Horse. O congressista sustenta que a redistribuição ocorreu sem demonstração concreta de conexão entre os processos sob relatoria de Mendonça e pede que a decisão seja reconsiderada ou levada a análise colegiada. 

Na quinta-feira 25, Fachin decidiu enviar o caso a Mendonça por prevenção, seguindo manifestação da área técnica do STF e entendimento da Procuradoria-Geral da República. O ministro já conduz procedimentos relacionados ao Banco Master.

No recurso, o deputado afirma que a existência de outro processo envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, por si só, não é suficiente para justificar a concentração da investigação no gabinete de Mendonça. Segundo a petição, “a anterioridade cronológica, isoladamente considerada, não basta para caracterizar prevenção”, e é necessário haver “vínculo jurídico-processual qualificado entre os feitos”. 

Lindbergh argumenta que os dois casos tratam de objetos distintos. Enquanto a petição utilizada para justificar a prevenção estaria relacionada à defesa de Vorcaro, ao vazamento de mensagens e à custódia de dados, a notícia-crime sobre o filme teria como foco o suposto financiamento da produção, o uso de recursos públicos e privados, emendas parlamentares, empresas, entidades privadas, subcontratações, possível lavagem de dinheiro e eventual envio de recursos ao exterior. 

O recurso também critica o fato de a decisão mencionar que os fatos “coincidem com o objeto de outras investigações” sem detalhar quais elementos efetivamente justificariam essa conclusão. 

Lindbergh pede que Fachin reconsidere a redistribuição. Caso isso não ocorra, solicita que o agravo seja submetido ao colegiado do STF. Também requer que a Corte complemente a fundamentação da prevenção e, se Mendonça permanecer como relator, determine o compartilhamento de informações com outros inquéritos a respeito do tema, conduzidos por Alexandre de Moraes e Flávio Dino, para preservar a unidade das investigações.

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