Justiça

Lindbergh aciona PF e pede investigação sobre notas fiscais emitidas por escritório de Flávio Bolsonaro

O petista pede que o caso seja apensado às investigações sobre Daniel Vorcaro, o Banco Master e a Trustee DTVM

Lindbergh aciona PF e pede investigação sobre notas fiscais emitidas por escritório de Flávio Bolsonaro
Lindbergh aciona PF e pede investigação sobre notas fiscais emitidas por escritório de Flávio Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Foto: Sérgio Lima/AFP
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O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou na quarta-feira 22 uma notícia de fato na Polícia Federal pedindo a abertura de investigação sobre a relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e empresas ligadas à estrutura empresarial atribuída ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. O pedido tem como base a reportagem do Metrópoles que revelou a emissão de três notas fiscais, no valor total de 1,5 milhão de reais, pelo escritório de advocacia de Flávio para duas empresas citadas nas apurações.

Na representação, Lindbergh afirma que os fatos guardam conexão com as investigações já conduzidas pela PF envolvendo o Banco Master, Daniel Vorcaro e a Trustee DTVM. O deputado pede que o caso seja distribuído por dependência ou compartilhado com os inquéritos já existentes.

Segundo o documento, “a emissão de notas fiscais de elevado valor […] constitui conjunto de circunstâncias que somente a investigação formal, com acesso a dados protegidos por sigilo, poderá elucidar”.

Lindbergh também pede que a Polícia Federal verifique se as notas fiscais correspondem a serviços efetivamente prestados e investigue se a emissão e o cancelamento dos documentos poderiam ter servido para “conferir aparência de licitude a repasses de recursos”. O documento ressalva que essa é uma hipótese a ser apurada, mencionando, em tese, possíveis crimes como lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e delitos contra a ordem tributária.

Como Flávio Bolsonaro possui foro por prerrogativa de função no Supremo Tribunal Federal, a notícia de fato pede que a Polícia Federal concentre inicialmente a apuração sobre pessoas e empresas sem foro privilegiado. Caso surjam elementos envolvendo o senador, o documento requer o envio imediato das informações à Procuradoria-Geral da Repúblicapara as providências cabíveis perante o STF.

O pedido foi apresentado um dia após o Metrópoles revelar que o escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro emitiu duas notas fiscais de 500 mil reais para a Copenhagen, posteriormente canceladas, e uma terceira nota, também de 500 mil reais, para a Contábil Correa, sem registro de cancelamento. Flávio nega irregularidades, afirma que as notas canceladas se referiam a um contrato que não foi concretizado e diz não ter conhecimento de qualquer vínculo entre as empresas e o Banco Master.

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