Justiça
Lewandowski devolve comando do PROS a dirigente que se aliou a Lula
O ministro do STF mencionou em sua decisão um ‘quadro de instabilidade e insegurança jurídica que se cria no cenário das eleições gerais’
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral Ricardo Lewandowski decidiu, nesta sexta-feira 5, devolver o comando do PROS a Eurípedes Júnior. Com a decisão, a direção do partido volta ao grupo que firmou aliança com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nesta semana.
No despacho, o ministro lembrou de decisões “contraditórias” do STJ que “alteraram a composição partidária em um espaço de três dias”. E que há um “quadro de instabilidade e insegurança jurídica que se cria no cenário das eleições gerais”.
“No tocante ao risco da demora, tenho que este se encontra evidenciado ante a iminência do fim do prazo para a realização das convenções partidárias, nos termos do Calendário Eleitoral”, afirmou Lewandowski. A guerra de liminares que tem mudado, nos últimos dias, a direção do partido tem tornado incerta a aliança com o PT.
Até o dia 31, o comando da legenda estava nas mãos de Marcus Holanda, responsável por lançar a candidatura do influencer Pablo Marçal à Presidência. Foi nesse dia que o vice-presidente do STJ, Jorge Mussi, decidiu, em meio ao plantão, devolver o partido a Eurípedes. O dirigente logo reassumiu a legenda e fez uma reunião com o ex-presidente Lula para declarar apoio à sua candidatura.
No dia seguinte, o ministro Antonio Carlos, que é relator da ação, reformou a decisão e deu o PROS de volta a Marcus Holanda. Com a decisão de Lewandowski, o partido volta a ser comandado por Eurípedes.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Lula diz que, se eleito, não ficará ‘chorando’ por falta de recursos: ‘Vamos ter que arrumar dinheiro’
Por Getulio Xavier
Na Bahia, Lula lidera por ampla maioria: 63,9%, ante 25,3% de Bolsonaro
Por Getulio Xavier
Após convenções, Lula fecha com oito partidos; Bolsonaro reúne três siglas
Por Estadão Conteúdo



