Justiça
Justiça da Itália adia mais uma vez a decisão sobre extraditar Carla Zambelli
A expectativa é retomar o julgamento na primeira quinzena de fevereiro
A Corte de Apelação de Roma postergou novamente a conclusão do julgamento de um pedido para extraditar a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), condenada no Brasil pela invasão a sistemas do Conselho Nacional de Justiça. Depois de três adiamentos, o colegiado deu início à audiência nesta terça-feira 20, mas suspendeu a sessão após a defesa apresentar recursos em série.
Um dos pedidos dos advogados de Zambelli busca trocar o magistrado responsável pelo caso. A expectativa é retomar o julgamento na primeira quinzena de fevereiro.
A ex-deputada fugiu do Brasil e está presa na Itália desde julho. Se for extraditada, cumprirá a pena de dez anos de prisão na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, segundo informou o Supremo Tribunal Federal à Justiça italiana.
Em 18 de dezembro, o julgamento foi adiado atendendo a um pedido da defesa, que solicitou mais tempo para examinar os documentos anexados pelas autoridades brasileiras sobre o sistema carcerário nacional. Antes disso, a sessão havia sido marcada para novembro, mas também acabou postergada, em razão de uma greve do Judiciário italiano.
O Ministério Público da Itália emitiu em outubro um parecer favorável à extradição. Mesmo que a decisão da Corte de Apelação de Roma acolha essa recomendação, Zambelli poderá recorrer à Corte de Cassação, última instância da Justiça italiana.
O STF também condenou Zambelli à prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, no caso da perseguição armada a um eleitor de Lula (PT) nas eleições de 2022. Ela renunciou ao mandato no fim de 2025 após a anulação da votação em que a Câmara que decidiu poupá-la da cassação.
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