Justiça

Juízes federais saem em defesa de Moraes após decisão dos EUA

Ajufe repudia pressões contra o STF e vê ameaça à soberania nacional caso EUA apliquem sanções contra ministro

Juízes federais saem em defesa de Moraes após decisão dos EUA
Juízes federais saem em defesa de Moraes após decisão dos EUA
O ministro do STF Alexandre de Moraes. Foto: Fellipe Sampaio/STF
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A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) divulgou na quarta-feira 28 uma nota pública em solidariedade aos ministros do Supremo Tribunal Federal e em repúdio às recentes pressões – internas e externas – contra a Corte. A entidade classificou como “gravíssimos” os relatos de ameaças a integrantes do Judiciário e denunciou o que considera uma tentativa de coação ilegítima e criminosa.

No texto, a Ajufe manifesta “profunda preocupação e absoluta repulsa” diante de supostos planos de grupos criminosos para investigar ou até assassinar ministros do STF e outras autoridades.

A associação também criticou o que chamou de “pressão ilegítima e inaceitável de autoridades diplomáticas contra o ministro Alexandre de Moraes, afirmando que essas ações são um atentado à soberania nacional e à autonomia dos poderes.

A manifestação ocorre em meio à intensificação de tensões entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), especialmente após os Estados Unidos anunciarem restrições de visto a estrangeiros envolvidos em ações contra a “liberdade de expressão”. Embora os nomes dos alvos não tenham sido divulgados, bolsonaristas celebraram a possibilidade de o ministro Alexandre de Moraes estar entre os atingidos.

Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente e deputado federal licenciado, tem atuado nos Estados Unidos em busca de apoio político contra o STF. Moraes, por sua vez, autorizou uma investigação contra o parlamentar por supostos crimes relacionados à tentativa de deslegitimar instituições brasileiras no exterior.

A nota da Ajufe destaca que “ataques, sejam de origem externa ou interna, não intimidarão o Judiciário nem ameaçarão a ordem constitucional” e afirma que a magistratura federal permanecerá vigilante “na proteção da justiça e da soberania nacional”.

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