Justiça

Juiz rejeita pedido do MPE para suspender a candidatura de Boulos

Segundo magistrado, desrespeitar o rito de registro de candidatura violaria o princípio do devido processo legal

Juiz rejeita pedido do MPE para suspender a candidatura de Boulos
Juiz rejeita pedido do MPE para suspender a candidatura de Boulos
Guilherme Boulos (PSOL). Crédito: Renato Pizzutto/Band
Apoie Siga-nos no

O juiz Antônio Maria Patiño Zorz, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, negou um pedido do Ministério Público Eleitoral para suspender, em caráter liminarm o registro da candidatura de Guilherme Boulos (PSOL) à prefeitura da capital paulista.

A alegação da promotoria é que Boulos teria usado eventos em dezembro de 2023 e em maio deste ano “para usufruir em sua campanha política vindoura”. A primeira cerimônia, do governo federal, dizia respeito ao programa Minha Casa, Minha Vida; o segundo ato marcava o Dia do Trabalhador, com a presença do presidente Lula (PT).

O MPE disse haver indícios de abuso de poder político e econômico e solicitou, além da suspensão da candidatura, a abertura de uma ação de investigação judicial eleitoral que poderia levar à inelegibilidade de Boulos por oito anos.

Ao rejeitar a demanda, em decisão assinada na última sexta-feira 16, o magistrado sustentou não haver demonstração do motivo pelo qual o pedido de investigação deveria interromper a tramitação do registro de candidatura.

Patiño Zorz mencionou não haver condenação a preencher os requisitos da Lei de Inelegibilidades.

“Ademais, mesmo que as referidas condenações existissem ainda assim não seria caso de concessão da liminar pleiteada, pois o processamento do registro de candidatura permitiria manifestação do requerido em defesa à eventual impugnação ou inelegibilidade oferecidos pelos legitimados”, escreveu.

Segundo o juiz, “desrespeitar o rito do registro de candidatura previsto na legislação violaria o princípio do devido processo legal previsto na Constituição”.

Ele também fixou o prazo de cinco dias para o Ministério Público ajustar sua ação, inclusive com uma adaptação no número de testemunhas listadas.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo