Política
Jones Manoel negocia filiação ao PSOL para concorrer a deputado federal
O historiador integra o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário, que não tem registro eleitoral
O historiador Jones Manoel (PE) mantém conversas avançadas para se filiar ao PSOL e disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados em outubro. Ele integra o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR) — uma dissidência do PCB —, mas articula a mudança em razão de sua legenda não ter registro eleitoral.
Em manifesto publicado nesta segunda-feira 26, Jones defende que a esquerda contribua para derrotar um sistema que “se alimenta do sofrimento, da pobreza, da fome, da guerra para subjugar os trabalhadores”. Além disso, trata a troca de partido como uma “filiação democrática” e ressalta que sua candidatura dialogaria “com amplos setores da juventude e da classe trabalhadora sem abrir mão da independência política”.
CartaCapital procurou PSOL para obter comentários sobre a filiação, mas não houve resposta até a publicação deste texto. O espaço segue aberto.
À reportagem, Jones afirmou haver no PCBR uma “perspectiva positiva” para a entrada no PSOL. “Achamos que a filiação democrática vai dar certo, porque é um acordo político que tende a ser positivo para as duas organizações.”
Para o PCBR, o benefício seria a visibilidade ao seu programa. No caso do PSOL, diz Jones, a candidatura poderia ajudar a ultrapassar a cláusula de barreira. “A decisão formal ainda não aconteceu por parte do diretório nacional do PSOL”, acrescentou.
Graduado em História e Mestre em Serviço Social pela Universidade Federal de Pernambuco, Jones Manoel, de 36 anos, é uma das figuras mais conhecidas do movimento comunista brasileiro, devido à sua projeção nas redes sociais: são 630 mil seguidores no YouTube, 385 mil no Twitter e 1,8 milhão no Instagram. Ele foi candidato ao governo pernambucano em 2022, mas recebeu quase 34 mil votos e não se elegeu.
Em CartaCapital, já apresentou o Manual do Jones, programa no qual discutiu conceitos como fascismo, liberalismo e racismo estrutural. Recentemente, se tornou alvo de ameaças enviadas por e-mail por uma organização neonazista.
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