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Joaquim Barbosa deve quebrar silêncio sobre pré-candidatura na próxima semana, diz presidente do DC
O João Caldas afirmou a CartaCapital que a pré-candidatura à Presidência da República do ex-ministro do STF vai prosperar
O presidente do Democracia Cristã, João Caldas, afirmou a CartaCapital nesta quarta-feira 10 que a pré-candidatura à Presidência da República de Joaquim Barbosa vai prosperar, embora o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal esteja se mantendo em silêncio sobre o voo nacional.
De acordo com Caldas, o ex-magistrado deve começar a se comunicar com a imprensa na próxima semana e, em seguida, partir para as ruas. “O que falta é ele entrar na campanha”.
O dirigente avalia que o silêncio do ex-ministro não é um problema e argumenta que bastaria o eleitorado “reviver” a trajetória de Barbosa para reconhecer seu valor. “Quando a história dele for reavivada, o povo vai lembrar”, diz o presidente do DC.
Por enquanto, o nome de Barbosa não tem empolgado os eleitores. Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta aponta que o ex-ministro tem apenas 1% das intenções de voto. O ex-magistrado passou a ser verificado no levantamento após um encontro recente com o deputado federal Aécio Neves (PSDB), que também foi incluído no mesmo cenário e não decolou, alcançando 2%.
O desempenho do postulante do DC concentra-se principalmente na região Sudeste, onde atinge 2% das menções. No Centro-Oeste e no Norte, Barbosa mantém 1%, enquanto registra 0% nas regiões Sul e Nordeste.
Ao mesmo tempo em que enfrenta dificuldades de se projetar como uma terceira via a Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), Barbosa vê seu partido com uma crise interna.
Uma liminar judicial determinou nesta quarta a reintegração do ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo, expulso do Democracia Cristã depois que entrou em rota de colisão com a cúpula da sigla por ter sido preterido da corrida à Presidência.
Rebelo chegou a acusar Caldas de ter escolhido Barbosa por interesse nas investigações sobre o banco Master em Alagoas — estado cuja capital era governado até pouco por João Henrique Caldas, o JHC, filho do dirigente partidário. À reportagem, o dirigente afirmou que a decisão de reintegrar o ex-ministro ao partido será contestada com recursos.
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