Política
Prefeito do PSDB, senadores e sindicalistas solidarizam-se com Lula
“Na política, tem de discutir ideias e não partir para agressões. A bomba poderia ter matado alguém”, lamentou o prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão, do PSDB
“Bomba é bomba”, afirmou Cristovam Buarque (PDT-DF). “Entre os militares há diferença entre uma bomba atômica e uma bomba caseira. Como gesto político, tem a mesma dimensão nefasta de sair dos meios democráticos, da discussão, para o uso de um instrumento violento”, afirmou o pedetista, para quem o episódio “precisa ter o repúdio de todos”. O senador alertou ainda que o que hoje atinge o Instituto Lula amanhã pode atingir “o Instituto FHC, o instituto X, Y, Z.”
Buarque foi um dos diversos políticos (entre prefeitos, senadores e deputados) de diversos partidos que condenaram o atentado a bomba contra o Instituto Lula ocorrido na noite da última quinta-feira, 30 de julho.
O senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), também manifestou sua solidariedade e cobrou apuração rigorosa do atentado: “não pode achar que essa bomba caseira foi um episódio menor, qualquer. Não foi. Está dentro de uma escalada de radicalismo político”, afirmou.
Nesta segunda-feira 3 de agosto os prefeitos da região do ABC paulista, reunidos no chamado Consórcio Intermunicipal, aprovaram nota de protesto contra o ataque a bomba ao instituto. “Fico triste com esse tipo de atitude, me envergonha. Na política, tem de discutir ideias e não partir para agressões. A bomba poderia ter matado alguém”, lamentou o presidente do consórcio e prefeito de Rio Grande da Serra, Gabriel Maranhão (PSDB), em nome de todos os prefeitos da região.
Sindicalistas também soltaram uma nota de repúdio ao atentado assinada por dezenas de entidades. “É inadmissível. É um tipo de atitude que aconteceu poucas vezes na história do nosso país e que repudiamos fortemente”, afirmou Rafael Marques, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
Ato na sexta-feira
Centrais sindicais, movimentos sociais e partidos políticos estão organizando um ato pela democracia em frente ao Instituto Lula para esta sexta-feira, às 12h.
O ataque com uma bomba caseira ao Instituto Lula foi notificado às polícias Civil e Militar, ao secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Alexandre de Morais, à Polícia Federal e ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Até o momento nenhum suspeito foi identificado.
O ex-presidente durante reunião com religiosos no Instituto* Com informações da Rede Brasil Atual
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