Política
Indiciamento por plano de golpe é o terceiro de Bolsonaro neste ano; relembre as acusações
Investigações da Polícia Federal encontraram indícios de ação criminosa também nos casos das joias sauditas e dos cartões de vacina
Indiciado, nesta quinta-feira 21, por participação em tentativa de golpe após as eleições de 2022, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) já acumula uma verdadeira coleção de crimes apontados pela Polícia Federal (PF). É o terceiro indiciamento neste ano.
A trilogia teve o primeiro capítulo em 19 de março, quando a PF apontou que Bolsonaro – àquela altura já inelegível – falsificou dados de cartão de vacinação sobre imunizantes contra a Covid-19. Entre os crimes apontados, está o de associação criminosa.
Menos de quatro meses depois, em 4 de julho, o ex-capitão foi alvo de um novo indiciamento, desta vez, no caso das joias sauditas. O relatório apresentado pela PF indicou que os bens recebidos pelo então presidente – na condição de chefe de Estado e, portanto, presentes dados ao Brasil – foram vendidos e convertidos em patrimônio para os investigados.
Os três indiciamentos apontam a existência do crime de associação criminosa. Em todos, o nome de Bolsonaro consta ao lado de outros, de pessoas de seu círculo mais próximo. Houve outros 16 indiciados no caso dos cartões de vacinação, mais 11 no das joias e nada menos que 36 no da tentativa de golpe.
Nos dois casos anteriores, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu novas apurações e informações, o que foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelos casos. O órgão, porém, ainda não decidiu o que será feito do terceiro inquérito.
Segundo o jornal O Globo, auxiliares do procurador-geral Paulo Gonet avaliam, inclusive, a possibilidade de apresentar à Justiça uma acusação criminal unificando todas essas denúncias contra Bolsonaro e alguns de seus aliados.
Ao saber do novo indiciamento, Bolsonaro preferiu partir para cima de Moraes, jogando para a torcida: “o ministro Alexandre de Moraes conduz todo o inquérito, ajusta depoimentos, prende sem denúncia, faz pesca probatória e tem uma assessoria bastante criativa. Faz tudo o que não diz a lei”.
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