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Haddad não descarta aporte do Tesouro aos Correios, mas cobra plano de reestruturação

A empresa teve o pior déficit entre as estatais em 2024 e amarga um prejuízo bilionário no primeiro semestre deste ano

Haddad não descarta aporte do Tesouro aos Correios, mas cobra plano de reestruturação
Haddad não descarta aporte do Tesouro aos Correios, mas cobra plano de reestruturação
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Foto: Diogo Zacarias/MF
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira que o governo não descarta fazer um aporte para socorrer os Correios, mas que isso só vai acontecer após a aprovação de um plano de recuperação ou reestruturação da estatal.

“Nós não vamos fazer um aporte sem o plano de recuperação aprovado. […] Nem empréstimo, nem apoio, nem aval”, disse o ministro em entrevista a jornalistas. Haddad ainda rejeitou a possibilidade de criar uma exceção específica para um aporte à empresa.

“Precisa ter a previsão, se não você não consegue fazer, não consegue dar o aval […] Se houver um aporte é dentro das regras atuais, não é fora da regra. É dentro da regra”, completou.

Na semana passada, o ministro descartou que o governo estude a privatização dos Correios. Segundo ele, não existe esse debate dentro do governo. “Até porque fizemos um levantamento recente sobre a situação dos serviços postais no mundo, é muito difícil o Estado abrir mão desses serviços, até porque parte deles é subsidiada para garantir a universalização”, disse em entrevista à GloboNews.

A empresa, que teve o pior déficit entre as estatais em 2024 e amarga um prejuízo bilionário no primeiro semestre deste ano, tem buscado cerca de 20 bilhões de reais para sua reestruturação com bancos, mas a taxa de juros tem sido um entrave para efetivar o empréstimo.

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