Hacker diz à PF que entregou mensagens ao The Intercept sem cobrar

O hacker investigado por invadir celular de Moro disse que o material foi entregue para Glenn‏ de forma anônima e sem pagamentos

Glenn Edward Greenwald, advogado e jornalista norte-americano. Um dos fundadores do The Intercept

Glenn Edward Greenwald, advogado e jornalista norte-americano. Um dos fundadores do The Intercept

Política

Walter Delgatti Neto, suspeito de hackear o celular do ministro da Justiça, Sérgio Moro, e de outras autoridades, disse à Polícia Federal que ele mesmo entregou o material publicado desde junho pelo site The Intercept Brasil, que revela conversas entre integrantes da Lava Jato.

Preso desde terça-feira 23, na operação Spoofing, Delgatti disse que o material foi entregue para o editor-chefe do portal, o jornalista Glenn Greenwald‏, de forma anônima, voluntária e sem cobrança.

 

A polícia agora trabalha para confirmar se as informações dadas por Delgatti são verdadeiras. Segundo o suspeito, a motivação para entregar as conversas foi por discordar dos caminhos que a operação de combate à corrupção tomou.

O jornalista do The Intercept confirmou as informações pelas redes sociais.

Na quarta-feira 24, autoridades ligadas à investigação afirmaram que Delgatti confirmou em depoimento que foi o responsável por invadir o celular do ministro Sérgio Moro, em junho, e de centenas de autoridades hackeadas. Apontado como principal suspeito, ele estaria colaborando com as investigações e permitindo acesso a todos os arquivos eletrônicos, de acordo com investigadores.

Desde que a operação Spoofing foi deflagrada pela PF, a fim de investigar a invasão do celular de Moro, de um desembargador, um juiz federal e dois delegados da Polícia, foram presos quatro suspeitos: Walter Delgatti Neto, Danilo Cristiano Marques e o casal Gustavo Henrique Elias Santos (o DJ Guto) e Suelen Priscila de Oliveira. Neto e Marques estão na carceragem da Polícia Federal. Já o casal se encontra na sala de custódia do aeroporto, por questão de espaço.

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