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Governo Trump concede green card a Eduardo Bolsonaro, condenado pelo STF
O documento garante residência permanente ao ex-deputado nos EUA e amplia sua segurança jurídica no país
O governo Donald Trump concedeu o green card ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), documento que assegura residência permanente nos Estados Unidos e permite ao titular morar em território norte-americano por tempo indeterminado. A informação foi dada pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada nesta segunda-feira 20 por CartaCapital junto a aliados do bolsonarista.
Segundo as informações, o pedido de residência permanente foi apresentado há mais de um ano e o documento foi emitido neste mês, após Eduardo cumprir os requisitos exigidos pela legislação migratória norte-americana. A modalidade específica pela qual o benefício foi concedido não foi informada.
A concessão ocorre em um momento de desgaste nas relações entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o presidente Donald Trump anunciou um novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros. Em 2025, o governo americano associou as sobretaxas ao que classifica como perseguição contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso por tramar um golpe de Estado.
Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde março deste ano, período em que intensificou contatos com autoridades e congressistas norte-americanos para conspirar, ao lado de Paulo Figueiredo, pelo tarifaço. Ele afirma ser alvo de perseguição política no Brasil.
Em junho, o ex-deputado foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo. De acordo com a Corte, ficou comprovado que ele atuou nos Estados Unidos para tentar interferir no julgamento da ação penal envolvendo Jair Bolsonaro. Segundo a acusação acolhida pelo STF, Eduardo buscou apoio do governo americano para a adoção de sanções contra autoridades brasileiras e medidas econômicas contra o País.
O green card confere ao estrangeiro autorização para viver permanentemente nos Estados Unidos, além do direito de trabalhar e estudar sem necessidade de permissões adicionais. Embora tenha acesso a grande parte dos direitos assegurados aos residentes permanentes, o titular do documento não adquire automaticamente a cidadania americana nem o direito de votar nas eleições do país.
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