Política
Governo exonera servidores do Meio Ambiente investigados por PF
Chefe do Ibama e outros aliados a Salles já haviam sido afastados do cargo previamente por decisão do Supremo
O governo oficializou a exoneração de servidores do Ibama investigados na Operação Akuanduba, que investiga a possibilidade de um conluio dentro da pasta do Meio Ambiente para beneficiar setores madeireiros.
As exonerações foram publicadas no Diário Oficial da União na terça-feira 1, e foi dividida entre o ministro da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, e o ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente.
Foram exonerados o presidente do Ibama, Eduardo Fortunato Bim; o secretário-adjunto da Secretaria de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente, Olivaldi Alves Borges Azevedo; o assessor especial de Salles,
Leopoldo Penteado Butkiewicz; o diretor de proteção ambiental do Ibama, Olímpio Ferreira Magalhães; e o diretor de uso sustentável da biodiversidade e florestas do Ibama, João Pessoa Riograndense Moreira Júnior.
Por parte de ofícios assinados por Salles, foram tirados do cargo Rafael Freire de Macedo, coordenador-geral de monitoramento do uso da biodiversidade e comércio exterior do Ibama; e Wagner Tadeu Matiota, superintendente de apurações de infrações ambientais do Ibama.
Nesta quarta-feira 02, o presidente substituto do Ibama, Luis Carlos Hiromi Nagao, também publicou portarias para designar substitutos aos afastados, que devem ficar nessa condição por no mínimo 90 dias, seguindo determinação do Supremo.
A exoneração em massa é mais uma derrota para Salles, que, além do inquérito já em curso no STF, pode se tornar alvo de mais uma investigação.
A Procuradoria-Geral da República pediu, em resposta à ministra Cármen Lúcia, pela abertura de um inquérito para aprofundar investigações sobre mais um caso de beneficiamento de madeireiros do Pará e do Amazonas. Na ocasião, a Operação Handroanthus foi considerada como a responsável pela maior apreensão de madeira ilegal já feita na história da Polícia Federal.
*Essa matéria foi atualizada
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