Justiça
Governistas projetam pelo menos 48 votos no Senado para aprovar Jorge Messias
A base aposta em ‘voto silencioso’ e maioria simples na CCJ para garantir o avanço da indicação ao STF
Aliados do governo Lula (PT) no Senado trabalham com um cenário de aprovação relativamente confortável para Jorge Messias, indicado pelo presidente para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal. Segundo as contas dos governistas, o advogado-geral da União deve alcançar a maioria simples na Comissão de Constituição e Justiça e receber ao menos 48 votos no plenário.
A avaliação interna é que, embora haja resistências públicas, parte do apoio a Messias tende a se concretizar de forma reservada, uma vez que a votação será secreta. O “voto silencioso” incluiria senadores que evitam declarar posição antecipadamente, mas que sinalizam adesão nos bastidores.
Na CCJ, onde a sabatina está marcada para 28 de abril, a expectativa é de aprovação sem sobressaltos, ainda que por margem mais apertada que em outras indicações recentes ao STF.
Já na votação final, o Palácio do Planalto mira um desempenho mais robusto. O cálculo de aliados considera que Messias pode ultrapassar o mínimo de 41 votos exigidos, alcançando pelo menos 48 apoios (com margem para crescimento conforme avançam as negociações individuais com senadores).
O relator da indicação, Weverton Rocha (PDT-MA), já apresentou parecer favorável. Nos bastidores, a leitura é que a articulação tem avançado, inclusive com sinais positivos vindos de setores da oposição.
O ainda advogado-geral da União é a escolha de Lula para preencher a vaga aberta com a aposentadoria de Luís Roberto Barroso. Até a sabatina, Messias mantém sua agenda de conversas com senadores.
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