Política

Gonet se manifesta contra pedido de revisão da condenação de Bolsonaro

O PGR afirmou que não foi apresentado pela defesa do ex-presidente nenhum fato inédito para justificar mudanças na condenação

Gonet se manifesta contra pedido de revisão da condenação de Bolsonaro
Gonet se manifesta contra pedido de revisão da condenação de Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Foto: Miguel Schincariol/AFP
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou nesta terça-feira 16 ao Supremo Tribunal Federal um parecer contra o pedido de revisão criminal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para anular a condenação a 27 anos e três meses de prisão no processo da trama golpista.

No documento, o PGR afirma que o processo já foi encerrado e não foi apresentado pela defesa do ex-presidente nenhum fato inédito para justificar mudanças na condenação.

“As teses suscitadas pelo autor na inicial da presente ação revisional não trouxeram nenhum ineditismo a legitimar a desconstrução do pronunciamento jurisdicional definitivo, quer por contrariedade ao texto expresso da lei penal ou à evidência dos autos, quer porque fundada em depoimentos, exames ou documentos comprovadamente falsos ou, ainda, pela descoberta de novas provas”, disse.

Gonet ainda rejeitou os argumentos da defesa do ex-presidente para diminuir a pena de Bolsonaro. “O título condenatório é hígido e está assentado em vigoroso conjunto probatório. A execução da pena imposta a Jair Messias Bolsonaro foi determinada e mantida pela Suprema Corte, após a apreciação minudente das teses defensiva”, registrou no documento.

No ano passado, Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma da Corte, formada pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

Conforme determina o regimento interno do Supremo, a revisão criminal deverá ser julgada pela Segunda Turma, composta por André Mendonça e Nunes Marques, ambos indicados por Bolsonaro, além de Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux.

Durante o julgamento de Bolsonaro, Fux mudou para a Segunda Turma após votar pela absolvição do ex-presidente.

(Com informações da Agência Brasil).

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