Justiça
Filipe Martins apresenta recurso ao STF e pede anulação de condenação
O ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL) foi condenado a 21 anos de prisão
O ex-assessor de Jair Bolsonaro (PL), Filipe Martins, protocolou nesta terça-feira 17 um novo recurso na ação no Supremo Tribunal Federal que resultou na sua condenação a 21 anos de prisão por participação na trama golpista. O documento pede a anulação da condenação e de toda a investigação.
Nos embargos de declaração, os advogados de Martins acusam a Primeira Turma da Corte de se basear em “provas falsas” da Polícia Federal para condenar o ex-assessor especial da Presidência da República. Além disso, a defesa ainda voltou a questionar a delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
Segundo a defesa, Mauro Cid teria gerenciado a própria prova de corroboração usada para condená-los. A petição também voltou a defender a tese de “incompetência” do STF para analisar o caso, uma vez que o réu não possui foro privilegiado.
“O elevado número de vícios apontados não reflete mera irresignação, mas a densidade das omissões que, se sanadas, impõem obrigatoriamente a concessão de efeitos infringentes para a absolvição do Embargante ou a anulação do processo”, diz o texto.
Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão por participar da trama golpista. Segundo a acusação, ele foi responsável por elaborar a minuta golpista, encontrada na casa de Anderson Torres, e por apresentá-la a Bolsonaro em uma reunião no Palácio do Alvorada.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.


