Filha de Roberto Jefferson e Oswaldo Eustáquio são expulsos do PTB

A decisão é uma manobra do partido para tentar atrair a filiação do presidente Jair Bolsonaro

Fotos: Reprodução/Redes Sociais e FOTO: FABIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL

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Política

O PTB, presidido pelo ex-deputado Roberto Jefferson, anunciou na noite de quarta-feira 6 que Cristiane Brasil, o blogueiro Oswaldo Eustáquio e o pastor Fadi Faraj foram expulsos do partido por disseminarem fake news sobre a legenda.

A possibilidade de expulsão dos três nomes havia ganhado força nos últimos dias em uma manobra do PTB para tentar atrair a filiação de Jair Bolsonaro.

Ao portal Metrópoles, Graciela Nienov, militante conhecida como leoa conservadora e vice-presidente da legenda, confirmou que o movimento busca dar um recado ao ex-capitão: “Isso é para dizer ao presidente: nosso partido está limpo e não tem nada de polêmica”, disse.

Segundo o anúncio publicado pelo PTB, os ex-integrantes ainda responderão a um processo por calúnia por terem disseminado notícias falsas sobre o partido e sobre a vice-presidente Graciela Nienov.

Com a recente prisão de Jefferson por atos antidemocráticos, Graciela e Cristiane, adversárias políticas, vinham disputando o comando da legenda. A ‘vitória’ da leoa conservadora se concretizou após as acusações de Cristiane de que ela teria visitado irregularmente o atual presidente do PTB no hospital. Na ocasião, a filha disse que Jefferson ‘não estaria nada bem da cabeça’ ao receber a adversária. Jefferson rebateu, dizendo ter sido abandonado por Cristiane e chamou Nienov de ‘filha adotiva’.

Após o anúncio da expulsão, Cristiane Brasil respondeu compartilhando a publicação do PTB: “Quero ver”, escreveu a advogada em tom de desafio. Poucas horas antes, já havia dito que quem poderia tirá-la do partido seria Deus e que só sairia se fosse da vontade dele.

Fadi Faraj também usou as redes para se posicionar. Sem citar diretamente a expulsão, o pastor compartilhou diversas passagens bíblicas em referência ao caso. Horas depois, afirmou que não discutiria pela internet: ‘É equivalente a passear, ver uma pilha de cocô de cachorro e escolher pisar nela’, escreveu.

Eustáquio, por sua vez, está impedido pela Justiça de usar redes sociais. O blogueiro é investigado por ameaças aos ministros do Supremo Tribunal Federal e chegou a ter a prisão decretada por Alexandre de Moraes, revogada após os atos em 7 de setembro.

Nesta quarta, integrantes da executiva nacional do PTB disseram que o partido estaria pronto para receber a filiação de Jair Bolsonaro. Ao que tudo indica, porém, o ex-capitão deve fechar com o PP.

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Repórter do site de CartaCapital

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