Política
Fardado, ex-comandante da PM-DF nega acusações e opta pelo silêncio absoluto na CPMI
Em pronunciamento inicial, Fábio Augusto Vieira negou ter permitido os ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília
O ex-comandante da Polícia Militar do Distrito Federal, o coronel Fábio Augusto Vieira decidiu permanecer em silêncio durante depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do 8 de Janeiro, nesta terça-feira 29.
Em seu pronunciamento inicial, o ex-comandante negou ter permitido os ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília.
Vieira era o responsável pela corporação quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) atentaram contra o Estado Democrático de Direito e depredaram os prédios públicos.
“Jamais permiti que atacassem nosso Estado Democrático de Direito […] Vou permanecer em silêncio até o acesso à íntegra dos autos e a apresentação à defesa com todos os esclarecimentos para cada um dos fatos que me são imputados”, disse Vieira.
Nesta segunda-feira 28, o ministro do Supremo Tribunal Federal Cristiano Zanin autorizou que o ex-comandante da PMDF ficasse em silêncio, garantindo o direito constitucional de não se autoincriminar.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Presidente da CPMI do 8 de Janeiro recua sobre a regulação do trabalho de jornalistas
Por CartaCapital
Decisão de Zanin que permitiu silêncio do ex-comandante da PM do DF causa discórdia na CPMI do 8 de Janeiro
Por CartaCapital


