Política

Fachin diz que Justiça Eleitoral pode estar sob ataque de hackers

De acordo com o magistrado, a Rússia, país onde o presidente Jair Bolsonaro se encontra, deve ser a origem da maior parte da ofensiva

O ministro Edson Fachin, do STF e do TSE. Foto: Nelson Jr./SCO/STF
O ministro Edson Fachin, do STF e do TSE. Foto: Nelson Jr./SCO/STF
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O ministro Edson Fachin, que assumirá a presidência do Tribunal Superior Eleitoral, afirmou em entrevista publicada nesta quarta-feira 16 que a Justiça Eleitoral já pode estar sob ataque hacker.

De acordo com o magistrado, a Rússia, país onde o presidente Jair Bolsonaro se encontra, deve ser a origem da maior parte da ofensiva.

“A preocupação com o ciberespaço se avolumou imensamente nos últimos meses, e eu posso dizer a vocês que a Justiça Eleitoral já pode estar sob ataque de hackers, não apenas de atividades de criminosos, mas também de países, tal como a Rússia, que não têm legislação adequada de controle”, disse em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

“Em relação aos hackers que advêm da Rússia, os dados que nós temos dizem respeito a um conjunto de informações que estão disponíveis em vários relatórios internacionais e muitos deles publicados na imprensa. Há relatórios públicos e relatórios de empresas privadas, que a Microsoft fez publicar perto do fim do ano passado, que (mostram que) 58% dos ciberataques têm origem na Rússia”, acrescentou.

Para Fachin, no entanto, não acredita que ocorrerá no Brasil, caso Bolsonaro não seja reeleito, um episódio que se assemelhe à invasão do Capitólio nos Estados Unidos.

“Eu não creio que irá acontecer. Tenho esperança de que não aconteça e vou trabalhar para que não aconteça. Mas, numa circunstância como essa, nós teremos, certamente, o maior teste das instituições democráticas do Brasil”, declarou.  “Um grande teste para o Parlamento, que, na democracia representativa, representa a sociedade. Um grande teste para as Forças Armadas, que são forças permanentes, institucionais, do Estado, e que estou seguro que permanecerão fiéis à sua missão constitucional e não se atrelarão a interesses conjunturais. Também será um teste para a Justiça Eleitoral, que é uma instituição permanente do Estado”.

Na conversa, o ministro do STF apontou o que faz crer que o pior não acontecerá no País. “Em primeiro lugar, contribui para isso que nós tivemos 25 anos de uma ditadura civil-militar cujo resultado foi um resultado que trouxe consequências nefastas para o Brasil. Ditadura nunca mais”.

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