Política

Exército e PM fazem operação contra suspeitos de furto de armas em quartel de São Paulo

Vinte e uma metralhadoras foram furtadas de uma unidade do Exército; Comando Militar investiga o caso

Arsenal de guerra do Exército em Barueri (SP) foi furtado em outubro de 2023. Foto: Exército Brasileiro
Apoie Siga-nos no

O Exército e a Polícia Militar realizam, nesta quinta-feira 23, uma operação conjunta contra seis militares suspeitos de participação no furto de 21 metralhadoras de um quartel em Barueri (SP). As informações são do portal G1. De acordo com a publicação, a operação foi deflagrada em Jandira, na região metropolitana de São Paulo.

Ainda não há detalhes sobre o material apreendido. Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Justiça Militar, após um pedido do Comando Militar do Sudoeste.

O CMSE, responsável pela investigação do caso, informou que a ação desta quinta conta com 45 militares do Exército e da Polícia Militar e seis viaturas especializadas, além de oito agentes da Polícia Técnico-Científica.

Segundo uma nota do órgão, “o Exército Brasileiro reitera que o episódio é inaceitável e envidará todos os esforços para recuperar as armas subtraídas no mais curto prazo, responsabilizando todos os autores”.

O material levado da unidade de Barueri envolve 13 metralhadoras antiaéreas calibre .50 e oito metralhadoras calibre 7.62. Entre os suspeitos do furto estão soldados, cabos, sargentos e tenentes. Parte das armas já foi recuperada pela polícia. A suspeita inicial é que o crime tenha acontecido no feriado de 7 de Setembro, embora o caso só tenha sido descoberto quase um mês depois.

Recentemente, o CMSE pediu à Justiça Militar a prisão de seis militares, mas o tribunal negou a solicitação. Existe a suspeita de que as armas roubadas teriam sido negociadas com o Primeiro Comando da Capital, o PCC, e com o Comando Vermelho.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo