Política

Exame mostra que câncer de Bruno Covas persiste; ele fará imunoterapia

Imunoterapia será realizado a cada três semanas; estimativa é de que o ciclo se encerre em seis meses

O prefeito Bruno Covas (PSDB) segue com câncer, segundo médicos. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
O prefeito Bruno Covas (PSDB) segue com câncer, segundo médicos. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
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O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), segue com o diagnóstico de câncer mesmo após oito sessões do tratamento de quimioterapia, segundo informou o Hospital Sírio-Libanês nesta quinta-feira 27.

Segundo os médicos, o prefeito iniciou tratamento de imunoterapia na quarta-feira 26. O procedimento é alternativo e consiste na aplicação de doses de medicamentos para estimular o sistema imunológico a gerar anticorpos contra as células cancerígenas.

A imunoterapia será realizada a cada três semanas, e cada infusão dura aproximadamente 30 minutos, sem a necessidade de internação hospitalar. A estimativa é que este ciclo se encerre em seis meses.

“Os medicamentos procuram romper essa espécie de transe que o sistema imune se coloca de maneira que a imunidade do paciente possa identificar e atacar as células tumorais”, explicou o diretor do Centro de Oncologia do Hospital Sírio-Libanês, Artur Katz.

Covas enfrenta um câncer entre o estômago e o esôfago, com metástase no fígado e nos linfonodos. Em outubro de 2019, ele havia sido internado após chegar ao hospital com erisipela, uma infecção na perna, que evoluiu para trombose venosa profunda e, depois, tromboembolismo pulmonar. O diagnóstico de câncer ocorreu em novembro de 2019.

 

Após a quimioterapia, o prefeito foi internado, no começo de fevereiro, para a realização de novos exames e a definição das novas etapas do tratamento.

Em 19 de fevereiro, um boletim médico informava que Covas completou com sucesso a etapa de tratamento de quatro meses de quimioterapia. Neste dia, foram realizados exames de controle que mostraram regressão da lesão esôfago gástrica e da lesão hepática. Como os linfonodos permaneciam aumentados, os médicos realizaram uma biópsia.

“O tratamento planejado foi concluído e cumpriu o que deveria. Vimos nos exames de petscan, ressonância e endoscopia uma resposta importante, mas víamos consistência de anormalidades nas imagens na região dos linfonodos. Em função dessa persistência e como já havia cumprido tudo o que se esperava da quimioterapia, a opção foi iniciar a imunoterapia”, completou Katz.

Segundo a equipe médica, o estado clínico de Covas é muito bom. “Ele está com o estado geral muito bom. Como a quimioterapia pode baixar a imunidade, recomendamos que ele evitasse eventos públicos, mas, agora, com a imunoterapia poderá voltar, paulatinamente, à vida pública”, explicou o oncologista Tulio Pfiffer.

As equipes médicas que acompanham o prefeito são coordenadas pelos médicos Dr. David Uip, Dr. Roberto Kalil Filho, Dr. Artur Katz e Dr. Tulio Eduardo Flesch Pfiffer.

*Com informações da Agência Brasil.

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